19 Maio 2019

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Caso de denuncias de GPAIS sobre S.Filipe: Jorge Nogueira diz que fome e sede de vingança e de poder há só na cabeça de Luís Pires

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Continua a polémica sobre a denuncia da GPAIS sobre a situação difícil que se vive em S.Filipe do Fogo com a reação da Câmara suportada pelo MpD.“Há fome e sede de vingança e de poder só na cabeça de Luís Pires”, foi desta forma como o edil de São Filipe, Jorge Nogueira, reagiu hoje,20, em conferência de imprensa,às declarações do líder do Grupo Por Amor Incondicional a São Filipe (GPAIS), Luís Pires, replicando que, “aproveitar as dificuldades do povo para fazer drama e tirar dividendos políticos e procurar vinganças, é desonestidade e demagogia”.

Segundo o autarca sanfilipense, “um presidente de Câmara que perde eleições e menos de um mês depois andava de porta em porta pedindo apoio político e financeiro para se recandidatar, é sinal de muita fome e sede de poder”.

Nogueira reconhece que a ilha e o país atravessam um ano muito difícil por causa da terrível seca do ano passado. informa ainda que "neste momento, graças a um esforço conjunto da edilidade e do Governo, estão criados no concelho de São Filipe mais de mil e 400 postos de trabalho em várias localidades como forma de minorar os efeitos do mau ano agrícola". Este jornal apura que cada trabalhador ganha uma salário bruto de 500$00, devendo o valor líquido ficar à volta de 400$00 dia. A maior parte não se encontra em trabalhos produtivos geradores de rendimento, mas sim a limpar estradas e caminhos vicinais, o que lembra o tempo das Frentes de Alta Intensidade de Mãos-de-Obras (Faimo).

O Edil considera que o número de empregos criados não é suficiente porque o ideal seria ter muito mais postos de trabalho. Nogueira disse ainda que, no momento actual e face às condições existentes em que a edilidade apoia pessoas com actividades geradoras de rendimentos, o número de emprego referido minimiza a situação. Segundo ele, a prova disso é que são as próprias pessoas que afirmam que “nunca houve tanto trabalho público como está acontecendo agora”.

Em 2014, altura em que Luís Pires presidia a edilidade de São Filipe, houve mau ano agrícola, lembra Jorge Nogueira, indicando que na altura não houve criação de emprego, isenção de propinas, baixas nas alfandegas, e que, antes pelo contrário, houve exploração dos munícipes, obrigando-os a pagar as dívidas na Câmara para poderem fazer matrícula dos filhos nas escolas secundárias.

Para o edil, o opositor Luís Pires sabe que a edilidade está a ultimar a distribuição água para Campanas de Cima, que a tarifa social para água e energia está resolvida, assim como a isenção de propinas para o sétimo e oitavo anos da escolaridade estão solucionados. Mas critica que Luís finge pedir a resolução dos mesmos.

Medidas sugeridas e queixas contra gestão de Luís Pires

“Parece anedótico ver Luis Pires que esteve 24 anos na Câmara, e nada fez, vir agora com poesias e teorias sobre a forma de resolver os problemas”, disse JN. Para este, “o Luis Pires quer aparecer a qualquer preço, fingindo-se defensor do povo e querendo com isso convencer o PAICV de que merece uma terceira chance”.

Nogueira afirma o líder do GPAIS sabe que vai ser julgado proximamente por crime de corrupção na sequência de uma queixa apresentada pelo MpD, e por isso não perdoa esta força política, sobretudo depois da derrota sofrida, porque terá de explicar a razão de distribuição de senhas que entregava às pessoas para aquisição e quilos de açúcar e arroz, se na época havia milhares de postos de trabalho, tendo deixado uma dívida de mais de 140 mil contos.

O presidente da Câmara da cidade dos sobrados referiu ainda que outras situações de irregularidades estão no departamento jurídico da edilidade e serão encaminhados brevemente para o Ministério Público - sua mulher continua ali como a Procuradora da República desde há vários anos.

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