25 Junho 2018

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Ilha do Fogo: Falta de água em Chã das Caldeiras continua apesar da conclusão dos trabalhos de equipamento do furo “FF 58”

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São Filipe, 12 Jun (Inforpress) – A problemática da falta de água em Chã das Caldeiras, ilha do Fogo, continua apesar da conclusão dos trabalhos de instalação dos equipamentos para exploração da água do furo “FF 58”, asseguraram alguns moradores em declarações à Inforpress.

Uma das vozes críticas de Chã das Caldeiras, Danilo Fontes “Don Daniliom”, precisou que o problema de abastecimento de água persiste, adiantando que “quando houver água vai fazer de tudo para dizer: finalmente há água”.

A edilidade de Santa Catarina, cujo presidente está fora da ilha, tinha assegurado que, desde 15 de Maio, esta instituição deixou de transportar água de outras localidades para abastecer a população de Chã das Caldeiras com o início da exploração do furo “FF 58”.

Na segunda-feira, a Inforpress tentou junto do delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), Jaime Ledo, saber em que pé se encontra a situação de abastecimento à população de Chã das Caldeiras, tendo este assegurado que, “desde o dia 15 de Maio, a população de Chã das Caldeiras teve acesso à água e que os trabalhos já estão prontos”.

Para Danilo Fontes, o delegado do MAA “é um comissário e anda a fazer o que os governantes fazem – publicidade”, tendo exemplificado que no sábado não havia água na cisterna que era abastecida pela autarquia e que o próprio foi pedir por empréstimo duas boias de água a um particular.

Danilo Fontes adiantou ainda que os trabalhos de ligação do reservatório aos dois chafarizes já foram concluídos. Em Bangaeira, o problema parece estar resolvido, mas o chafariz da Portela não dispõe de torneiras e, por isso, acrescentou, desconhece o motivo por que o problema ainda persiste.

Luísa, moradora em Chã das Caldeiras e responsável pela venda de água auto-transportada, disse ter comunicado esta situação à Câmara Municipal de Santa Catarina, na sexta-feira, 08, no sentido de reabastecer a população, e que aguarda pela reposição do stock de água. Revelou igualmente que recebeu informações de que a edilidade está a providenciar o abastecimento junto da empresa Águabrava.

A mesma fonte confirmou também que o abastecimento nos dois chafarizes através da água do furo FF 58 ainda não começou, apesar dos trabalhos terem sido concluídos há cerca de duas semanas.

O morador Mustafá Eren, por seu lado, assegurou que a água está disponível no reservatório, mas que nos dois chafarizes ainda não, notando que algumas pessoas têm estado a “apanhar” água no reservatório recorrendo a baldes.

Disse ainda que os dois chafarizes estão prontos e que há possibilidade de construção de mais um na zona de Escoral, estando a população à espera de poder abastecer-se através dos chafarizes.

Tendo o equipamento do furo recurso a energia solar através de instalação de um pequeno parque fotovoltaico,e com a construção da rede de adução desde o reservatório para os chafarizes de Portela e Bangaeira, a situação deveria ter ficado normalizada a partir de 01 de Junho.

O administrador/delegado da empresa intermunicipal de águas, Águabrava, José Rodrigues, contactado pela Inforpress, disse que a sua empresa ainda não recebeu as obras para fazer a gestão e que só o dono da obra, o Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), pode explicar as razões da não disponibilidade de água nos dois chafarizes (Portela e Bangaeira).

O furo de prospecção de água “FF 58” de Chã das Caldeiras foi executado no ano passado (Julho) e tem sensivelmente 250 metros de profundidade e o caudal oscila entre os 45 a 50 metros cúbicos de água/dia, mas se for explorado durante 20 horas por dia, poderá disponibilizar até 60 metros cúbicos de água para o consumo humano em Chã das Caldeiras e para as actividades turísticas.

A disponibilidade de água é uma das principais reivindicações da população de Chã das Caldeiras depois de a erupção vulcânica de Novembro de 2014 ter “engolido” o antigo furo que servia a comunidade. Uma segunda preocupação é a melhoria do acesso. O lançamento da primeira pedra para a reabilitação do troço de Cova Tina/Portela/Bangaeira estava previsto para o mês de Maio.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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