21 Janeiro 2019

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Ilha do Fogo: Escola de música de Cova Figueira quer promover inclusão social e provocar mudanças positivas – Isaías Tavares

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São Filipe, 23 Mai (Inforpress) – A escola de música da cidade de Cova Figueira, fundada há três meses, tem por finalidade promover a inclusão social e desviar os jovens dos males sociais, revelou o promotor da iniciativa, Isaías Tavares.

A escola foi criada à imagem de uma escola fundada por Isaías Tavares no bairro de Achada Eugénio Lima (Praia) em 2012, porque o mesmo acredita que através da música e da arte de uma forma geral é possível traçar um novo rumo e ajudar as pessoas, sobretudo os jovens, a seguir o caminho certo da vida.

A escola, que ainda não dispõe de um nome, recebeu na tarde de terça-feira o seu primeiro apoio institucional com a entrega, por parte da edilidade de Santa Catarina do Fogo, de cinco violões para facilitar as aulas, pois a falta de instrumentos musicais é “uma das principais dificuldades” desta escola e o seu responsável acredita que este factor esteve na origem da desistência de dez dos 28 inscritos.

“A falta de instrumentos musicais é uma das dificuldades e se tivermos mais instrumentos podemos ter mais inscritos”, disse Isaías Tavares, anotando que é por esta razão que se iniciou com violão que é mais fácil de adquirir.

Adiantou ainda que após a eleição do conselho directivo, programado para próximas semanas, e atribuição de um nome à escola fica mais fácil mobilizar apoios para o seu funcionamento com aulas de violão, percussão, teclado, aulas de dança, teatro, de entre outros.

A ideia é funcionar com alunos com idade superior aos sete anos, mas neste momento as cerca de duas dezenas de alunos, têm idade compreendida entre os 11 e os 60 anos, que recebem aulas de música (violão e tumba para crianças), disse o professor/fundador da escola, Isaías Tavares, que é também professor do complexo educativo Eduardo Miranda.

Isaías Tavares mostra-se optimista no desenvolvimento das actividades, esperando que após a oficialização os alunos possam ser contemplados com bolsas de acesso à cultura do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC).

No início a escola fixou uma quota de mil escudos mensais como forma de mobilizar recursos para aquisição de instrumentos, mas somente aqueles que têm uma situação mais folgada contribuem com este valor, sendo que a maioria não paga por não dispor de condições.

Neste momento a escola funciona num espaço físico disponibilizado pela edilidade e conta com 18 alunos, orientados por quatro professores.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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