20 Janeiro 2019

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Ilha do Fogo/“Rotas do Arquipélago: A grande lição que ficou da realização do programa é a mobilização de parceiros para materialização de actividades

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São Filipe, 21 Mai (Inforpress) – O reitor da Universidade de Santiago considerou que a grande lição retirada da realização do programa Rotas do Arquipélago  foi a “confluência de vontades” e a mobilização de parceiros para levar avante uma actividade durante uma semana.

Ao fazer o balanço das actividades do programa, que decorreu de 13 a 20 de Maio, nos três municípios da Ilha, envolvendo cerca de 140 pessoas, de entre estudantes, especialistas e dirigentes da Universidade de Santiago, Gabriel Fernandes disse que a percepção e sentimento registados são de que há espaços para “construção de pontes”.

Referiu,  igualmente,  como ganhos a promoção de sinergias, que poderão funcionar como eixos complementares, algo que o reitor gostaria que “contagiasse” outros centros da esfera societária cabo-verdiana.

“Num país pequeno, como o nosso que viveu séculos sob o signo de escassez, é fundamental recuperar formas salutares de relacionamento e de interacção, como “djunta-mon”, partilha, complementaridade”, afirmou Gabriel Fernandes, anotando que com o programa, a US mostrou que há espaço para se assumir o pluralismo num contexto de partilha e não no contexto de sectarismo.

Segundo o responsável, conseguiu-se cumprir na íntegra aquilo que o programa propôs fazer, lembrando que Rotas do Arquipélago é uma extensão universitária em que se procura promover o voluntariado, actividades sociais, culturais e desportivas, envolvendo a comunidade académica e a população da ilha visitada.

Além disso, observou que nesta edição foi agregado outro elemento interessante, que foi a realização de três fóruns, uma sobre a educação no século XXI, desafios globais soluções locais, outro sobre a saúde materno infantil, e um outro sobre a sustentabilidade turística na região Fogo e Brava.

Para o debate destes temas, a US trouxe vários especialistas nacionais e estrangeiros, para a realização de academia com o pessoal docente, discente e dirigentes, para a partilha de conhecimentos, convivência e aprendizagem, envolvendo parceiros locais, para discussão sobre “temas importantes” da realidade e vivência socioeconómica do arquipélago, deixando “resultados palpáveis” na vida das pessoas da ilha, como também na da US.

Quer nos fóruns quer nas actividades de formação, feiras de saúde e outras actividades realizadas nos três concelhos, o reitor classificou de “irrepreensível” a participação das pessoas, assim como o “efectivo engajamento” das autoridades locais.

Adiantou que houve uma “empatia muito grande” entre a comunidade académica e as comunidades visitadas.

Em relação à realização dos fóruns, o reitor observou que a academia deve funcionar como uma “arena para exercício reflexivo e critico” e deve ajudar no processo de construção de conhecimento, mas deve ter a sua referência normativa e valorativa.

Informou que nos fóruns conseguiu-se congregar, no mesmo espaço, os decisores políticos, pesquisadores/especialistas, empresários e a população, o que, segundo o reitor, representa um ganho incomensurável para a revitalização da própria sociedade.

“Pegar temas importantes e envolver os decisores na sua problematização já é valido em si, porque desperta a população e as demais autoridades para nos auto-conhecermos”, defende Gabriel Fernandes, indicando que se “formos capazes de envolver as populações nos processos de decisão e a reflexão é a pré-condição para tomada de decisões”.

O exercício realizado na ilha terá continuidade no quadro do “Fórum CV10”, criado pela US, que se pretende discutir os grandes temas relativos a Cabo Verde, como a vida económica, social, adiantando que no Fogo conseguiu-se fazer o mapeamento de alguns desses temas que estarão sujeitos a debate.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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