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Ilhas do Fogo e da Brava dispõem de recursos ímpares mas recebem menos de um por cento de turistas – José Luís Monteiro

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São Filipe, 18 Mai (Inforpress) – A região Fogo e Brava dispõe de recursos turísticos (material e imaterial) que são ímpares na realidade cabo-verdiana, mas em contrapartida recebem menos de um por cento dos turistas que visitam Cabo Verde, disse José Luís Monteiro.

Segundo o chefe do departamento de ciências económicas e empresariais da Universidade de Santiago (US), José Luís Monteiro, quando se analisa a estatística do turismo, verifica-se que as ilhas do Sal e da Boa Vista concentram cerca de 91 por cento (%) dos turistas que vêm para Cabo Verde, enquanto as ilhas do Fogo e da Brava têm apenas 0,7%, cenário que, segundo o mesmo, “causa preocupação” dado os recursos que as duas ilhas têm.

O responsável pela entidade que promove o fórum “competitividade e a sustentabilidade turística na região Fogo e Brava”, no quadro do programa “Rotas do Arquipélago”, disse ainda que é com a finalidade de junto discutir e identificar quais as vantagens competitivas das duas ilhas no contexto regional e nacional, que a US, promoveu este fórum para trazer para o centro de debate e fazer com que as ilhas do Fogo e da Brava estejam na primeira fila do comboio do desenvolvimento.

“O turismo foi eleito a nível nacional como motor do desenvolvimento da economia”, justificou, considerando que mesmo no contexto internacional este sector é a principal actividade mundial, comparado com os tradicionais como a agricultura e a indústria.

“As ilhas do Fogo e da Brava não podem ficar fora do comboio”, disse José Luís Monteiro, indicando que a US associa estas duas que dispõem de um conjunto de recursos que são “incontestável” e constituem uma vantagem atractiva “muito forte” para o sector, indicando que “é raro” encontrar um vulcão activo no contexto regional e mesmo no contexto mundial, mas que Cabo Verde dispõe de um que está na ilha do Fogo.

Ainda de acordo com a fonte, não se pode fazer do recurso impar um problema, pelo que, defende, ele constitui uma solução não só para os foguenses como para todos os cabo-verdianos, anotando que “é preciso saber inventariar, valorizar e mesurar quão importante este recurso representa para a economia e, a partir daí, tirar proveito deste recurso e fazer com que seja um instrumento para alavancar a economia cabo-verdiana”.

O fórum, acrescentou, está dividido em três momentos, sendo o primeiro para falar das vantagens competitivas da região Fogo e Brava no contexto nacional e internacional e, para o efeito, a US trouxe autoridades públicas, privadas e operadores para falarem das suas experiências e da sua visão em relação à competitividade global da economia cabo-verdiana e da região.

Num segundo momento, vai-se falar da sustentabilidade turística, que é uma matéria mais científica, sendo que os académicos vão se debruçar sobre esta matéria e a visão futura, e o terceiro momento é para homenagear as pessoas que deram prova no contexto local e regional e que têm demonstrado que é possível desenvolver este sector de actividade.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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