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Erupção Vulcânica: Frente de lava ultrapassa adega e outras duas habitações no Ilhéu de Losna e ameaça cortar estrada

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Actualizado a 19/12/2014, 16:31 São Filipe, 19 Dez (Inforpress) – A escoada de lava que corre de Monte Saia para Ilhéu de Losna continua activa e já ultrapassou três casas, incluindo a adega, e ameaça cortar a estrada nas próximas horas se mantiver o ritmo, disse Arlindo Lima. Segundo o presidente do Serviço Nacional da Protecção Civil e Bombeiros, além das três habitações, as lavas já consumiram uma área significativa de terreno arável nas proximidades da adega de Eduíno Lopes e que funciona como uma dependência da adega/cooperativa do vinho Sodade, sediada em Achada Grande Mosteiros. As lavas, que continuam a sua trajectória, ameaçam agora destruir a estrada alternativa entre Cova Tina e Portela, precisamente ao meio do percurso, obrigando as pessoas que pretendem deslocar-se a Portela a fazer uma caminhada de mais de uma hora. Já a frente de lava de Bangaeira que, caso avançar, poderá atingir a localidade de Fernão Gomes e ameaçar os povoados de Cutelo Alto e Fonsaco, nos Mosteiros, encontra-se estacionada há pelo menos três dias. Arlindo Lima acredita que o proprietário da adega situada no Ilhéu de Losna terá retirado todos os seus bens, incluindo os mais de 40 mil litros de vinho e os equipamentos,, porque, conforme explicou, ainda na madrugada desta sexta-feira, antes da chegada das lavas, tinha uma equipa no local a proceder à transferência dos seus bens. Por volta das 20:00 horas de quinta-feira, faltava transferir da adega cerca de oito mil litros de vinho e, por isso, as autoridades acreditam que o proprietário terá conseguido retirar, com sucesso, quer o vinho como os equipamentos devido à grande movimentação de viaturas e de pessoas. Informações da equipa da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) referente às 23:00 horas de quinta-feira dão conta que as lavas avançavam com alguma fluidez e que já tinham consumido um campo de videira nas proximidades da adega e outro campo de batata. Em relação ao edifício da adega, na perspectiva da equipa da Uni-CV, poderá não ser destruído por situar-se numa pequena elevação. Caso não for destruído, ficará rodeado pelas lavas. A possibilidade das lavas poderem cortar a estrada alternativa entre Cova Tina e Portela é real, na opinião da especialista da Uni-CV na área de vulcanologia e que coordena a equipa desta instituição de ensino neste momento, Vera Alfama. JR   Inforpress/Fim

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