22 Outubro 2018

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Ilha do Fogo: Portugal vai disponibilizar perto de um milhão de euros a Cabo Verde para o sector ambiente

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São Filipe, 15 Mai (Inforpress) – O Ministério do Ambiente de Portugal vai disponibilizar perto de um milhão de euros, cerca de 110 mil contos, a Cabo Verde para implementação, em 2018, de cinco projectos no sector ambiental.

Os valores constam de um protocolo de cooperação em matéria de recursos hídricos, resíduos e alterações climáticas e do plano de acção, celebrados hoje em São Filipe, entre os ministros do Ambiente de Portugal e Cabo Verde, João Pedro Matos e Gilberto Silva, respectivamente.

Assim, segundo o plano de acção, o Ministério do Ambiente vai disponibilizar um financiamento no valor de 921. 477 euros para implementação de cinco projectos com duração entre sete e nove meses, propostos pela parte cabo-verdiana.Roteiro para o estabelecimento de uma política de prevenção e gestão dos usos da água em situação de escassez, projecto de assistência técnica para melhoria da resiliência e do desempenho ambiental no sistema de abastecimento de água da Cidade da Praia e da qualidade de serviço da Águas de Santiago, plano de ordenamento de albufeiras (bacias hidrográficas), plano de segurança de barragens e roteiro dos resíduos sólidos (ilhas do Maio e São Nicolau) são as acções previstas do protocolo e plano de acção para 2018, num valor de mais de 900 mil euros.

Na altura da assinatura do documento, o ministro da Agricultura e Ambiente de Cabo Verde, Gilberto Silva, destacou o facto da cooperação entre os dois ministérios ser “muito profícua”, porque, segundo ele, foi imprimido “muito pragmatismo” nesta cooperação e duplicou o envelope financeiro em relação ao ano de 2017.

O governante referiu que a seca de 2017 só é comparável com as de 1977 e 1947 e que em 30 anos o país enfrentou 21 anos de seca e é preciso saber conviver com a situação, razão pela qual considerou que o projecto de roteiro para o estabelecimento de uma política de prevenção e gestão dos usos da água em situação de escassez “engaja muito bem” na estratégia do país em relação a resiliência.

Gilberto Silva destacou ainda a importância dos outros projectos, assim como da colaboração da parte portuguesa no processo de candidatura das ilhas do Fogo e Maio à Reserva da Biosfera da Unesco, esperando que Cabo Verde continua a contar com a cooperação para que a candidatura tenha sucesso.

Já o ministro de Ambiente de Portugal, João Pedro Matos, salientou o facto de os dois ministérios terem deixado de assinar protocolos e passar a assinar plano de acção com actividades concretas, observando que em 2017 executou-se projectos no valor de meio milhão de euros a partir de cooperação portuguesa, via fundo ambiental, e para este ano, o valor é de cerca de um milhão de euros de fundos portugueses que servirão para ser aplicados em Cabo Verde.

“Não temos nada para ensinar e tudo para partilhar”, afirmou o governante ao debruçar sobre os projectos apresentados e financiados pela parte portuguesa, sublinhando que as partes podem trabalhar em conjunto nas questões ambientais.

Além do protocolo e do plano de acção, os dois ministros assistiram a apresentação do processo de candidatura das ilhas do Fogo e do Maio à Reserva da Biosfera da Unesco, apresentada pelo director nacional do Ambiente e que é apadrinhada pelo Ministério do Ambiente de Portugal.

Depois da assinatura do protocolo e do plano de acção, os dois ministros e as respectivas delegações, acompanhados das autoridades locais, deslocaram-se a Chã das Caldeiras com visita à adega Chã e ao Parque Natural do Fogo.

JR/CP

Inforpress/Fim

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