26 Maio 2019

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Ilha do Fogo: Água domiciliária chega à Lomba na primeira das quatro fases do projecto no valor de 150 mil contos

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São Filipe, 29 Abr (Inforpress) – A população de Lomba, São Filipe, foi hoje contemplada com água domiciliária, no âmbito da primeira das quatro fases do projecto orçado em 150 mil contos, que quer ligar água de São Pedro até Campanas de Cima.

O projecto, elaborado há dois anos e executado pela empresa intermunicipal de águas, Águabrava, que faz a exploração de água nas ilhas do Fogo e da Brava, em parceria com a Câmara Municipal de São Filipe, contou com o financiamento da Cooperação Luxemburguesa e do Fundo do Ambiente.

Em declarações à imprensa, depois da cerimónia de inauguração, o administrador/delegado da Águabrava, José Rodrigues, explicou que o projecto tem quatro fases e vai contemplar toda a zona noroeste da ilha do Fogo, beneficiando no total cerca de 1000 famílias, num universo de cinco de cinco mil pessoas, sendo que nesta primeira fase contemplou 50 casas de Lomba.

“Com isso, vamos conseguir abranger com água domiciliária mais do que 90% da população da ilha do Fogo, ficando de fora só Chã das Caldeiras, onde já fizemos um furo que está equipado com sistema solar e que daqui a duas semanas , vai ter água”, disse, frisando a ideia é terminar as quatro fases do projecto ainda em 2018, já que o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, já garantiu a ajuda.

Presente o local, o ministro Olavo Correia confirmou esta informação à imprensa, lembrando que todo o material para o projecto já está adquirido, faltando o financiamento de mão-de-obra, tendo sublinhando que o acesso à água tem a ver com a vida e a actividade económica das pessoas.

“Tudo o que podemos fazer para que todos os cabo-verdianos possam ter a sua água canalizada com qualidade e bom preço, faremos. portanto, vamos mobilizar financiamento que a Câmara Municipal de São Filipe e a Águabrava precisam, para que as demais zonas possam ter acesso. É o nosso compromisso e obrigação”, afirmou.

Para o autarca de São Filipe, Jorge Nogueira, tendo em conta a falta de chuva que provocou um mau ano agrícola, esse projecto é de “especial e capital importância”, já que as famílias da localidade dependiam de cisternas que estão vazias neste momento, sendo que, para além da parte agrícola, uma “boa parte” dessas famílias vivem da criação de animais.

“O apelo é que as pessoas não vendam os seus animais, precisamente porque será difícil adquirir os mesmos num futuro próximo, ficando numa total dependência do trabalho público, o que é complicado”, declarou.

O edil lembrou que, além do programa de mitigação do mau ano agrícola, responsável pela criação de cerca de 1000 postos de trabalho, a autarquia tem um orçamento de actividades geradoras de rendimentos e um projecto de salvamento de gado e mais um auto-tanque em reparação para levar água às localidades.

Para além do ministro Olavo Correia, do edil Jorge Nogueira, estavam presentes na cerimónia o deputado nacional Filipe Santos, o presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina, Alberto Nunes, o presidente da Assembleia Municipal de São Filipe, Adolfo Rodrigues, e a população de Lomba que quis testemunhar o momento.

E é em representação da população, que João Pires disse que há muitos anos que estavam à espera que a água chegasse ás suas casas, porque antes adquiriam o líquido através de autotanques e era “caro”.

Mas que hoje, sublinhou, estão “felizes” com o momento, augurando que as outras localidades vizinhas possam ser contempladas brevemente com o projecto.

DR/JMV

Inforpress/Fim

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