20 Maio 2019

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Fogo: Edil reitera que problema dos transportes é um dos principais entraves para avanço da ilha

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São Filipe, 26 Abr (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal de São Filipe (Fogo), Jorge Nogueira, reiterou hoje que problema dos transportes é um dos maiores entraves para o desenvolvimento da ilha e que precisa ser solucionado o mais urgente possível.

Jorge Nogueira falava durante um encontro empresarial que teve lugar na Casa das Bandeiras, entidade que promoveu este evento em parceria com a Câmara de Comércio de Sotavento (CCS), a CV Móvel, a Pró-Empresa e a Câmara Municipal de São Filipe, e que contou com a presença do vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia.

Segundo ele, o “transporte é um grande problema”, exemplificando que, por exemplo, nesta altura das festas de São Filipe, em que muitas pessoas querem, mas não podem viajar para o Fogo, razão por que alertou que, “se se quer desenvolver a ilha e todo o Cabo Verde em geral, é necessário resolver este constrangimento”.

“É preciso medidas urgentes para que possamos tirar proveito das potencialidades da ilha, nomeadamente do turismo. Para mim, a prioridade das prioridades é a iluminação da pista do aeródromo de São Filipe, permitindo desta forma, voos nocturnos”, afirmou, pedindo ao Governo, através do ministro das Finanças, uma atenção em relação ao assunto.

Em relação ao transporte marítimo, Jorge Nogueira notou que a tarifa do fast ferry triplicou nos últimos três anos, custo que é passado ao consumidor final, fazendo com que os preços dos produtos trazidos, das outras ilhas aumentem. Por isso, o edil disse esperar que, com o concurso para os transportes marítimos que está a decorrer, o Governo venha resolver essa questão.

“Dando algumas prioridades, estamos seguros que Fogo será a ilha do amanhã”, enfatizou o presidente da Câmara Municipal de São Filipe, indicando que o concelho está a ultimar o seu Plano de Desenvolvimento Sustentável para ser apresentando em breve à Assembleia Municipal.

Intervindo na abertura do encontro, o ministro das Finanças considerou que é preciso valorizar o território e cultura nacional do país para se poder “fazer a diferença” nos próximos tempos, sublinhando, contudo, que se Cabo Verde quer desenvolver precisa de “estar ancorado” ao mundo e à tecnologia, porque “estar ligado ao mundo é uma grande oportunidade”.

O problema dos transportes foi também focado pelo presidente da Câmara de Comércio de Sotavento, Jorge Spencer Lima, que observou a necessidade de se “resolver esse problema em Cabo Verde de uma vez por todas”.

Referindo concretamente à ilha do Fogo, Jorge Spencer Lima disse que ela tem “um potencial enorme ainda por explorar e desenvolver”.

Na sua opinião, cada um dos parceiros da ilha deve trabalhar no sentido de consolidar e fazer desenvolver a ilha do vulcão, esclarecendo que uma das dificuldades das empresas é a gestão e organização que só se faz com conhecimento e por via de formação, motivo para que a capacidade formativa do Fogo seja reforçada.

“As empresas têm de se organizar e sair da informalidade. É algo que existe em toda a parte do mundo, mas em Cabo Verde é preocupante, porque existem mais empresas informais do que formais”, disse, garantindo que a CCS está a trabalhar nesse sentido, anunciando um estudo sobre oportunidades de financiamento para a região Fogo e Brava que está sendo preparado.

Por seu turno, o ministro Olavo Correia explicou, a esse propósito, que o Estado “não cria riqueza”, mas sim as pessoas e as empresas, admitindo, no entanto, que a nível do Governo é preciso criar uma linha de protecção para que o “ecossistema possa mudar”, nomeadamente ligar as ilhas entre si e conectá-las com o mundo através dos transportes (marítimos e aéreos) e tecnologias de comunicação.

“Trabalhar para que o país possa ter um quadro de financiamento” é outro dever do Executivo, conforme sublinhou o vice-primeiro-ministro, sustentando que “nenhum país do mundo se desenvolve apenas com investimento directo estrangeiro, ou seja, que para ter um crescimento inclusivo e mudar o cenário actual é preciso existir as pequenas, micro e médias empresas.

O encontro que teve como objectivo identificar e analisar as oportunidades de inovação no mundo empresarial, foi também uma oportunidade para a CV Telecom apresentar a sua plataforma de e-comerce “Nha Encomenda”, num país que até aos finais de 2017 já tinha mais de 265 mil utilizadores de internet, sendo que desses, 67% usam telemóvel 3G.

DR/FP

Inforpress/Fim

 

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