21 Maio 2019

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Ilha do Fogo: Líder do PAICV considera que situação de Chã piorou e população diz-se abandonada e entregue à sua sorte

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São Filipe, 24 Abr (Inforpress) – A líder do PAICV considerou que a situação de Chã das Caldeiras pirou nos últimos dois anos enquanto a população residente diz-se sentir abandonada pelas autoridades locais e nacionais e entregue à sua própria sorte.

Janira Hopffer Almada, que segunda-feira visitou Chã das Caldeiras e se reuniu com a população para se inteirar das suas preocupações, afirmou que questões básicas como o abastecimento de água não foram resolvidas, apesar do Governo, segundo lembrou, ter inscritas verbas em três Orçamentos Gerais do Estado

“Dois anos é tempo mais do que suficiente para resolver questões como abastecimento de água, construção de estrada e da adega”, disse a líder do PAICV, indicando que depois de 20 de Março de 2016 a situação piorou grandemente, porque não foi resolvida a questão de água, da estrada, não há energia, a situação habitacional das pessoas continuam a agravar-se dia após dia.

Depois de ouvir os populares, a líder do PAICV considerou que “Chã está sem solução, com muitos problemas e grande desespero da população”.

Segundo Janira Hopffer Almada, é necessário ouvir as pessoas, porque, explica, “o Governo tem uma postura de não ouvir e considera que tudo aquilo que oposição diz não corresponde à verdade”, notando que dando voz à população talvez o Governo venha a ouvir e responder às preocupações do povo.

A resolução dos problemas de Chã das Caldeiras constou de três orçamentos do Estado e se o Governo não conseguiu resolver durante este período para quando o irá faze-la, questiona Janira Hopffer Almada, para quem a não resolução da situação de Chã não é por falta de recurso, porque, explica, o Governo anterior deixou cerca de 600 mil contos para este fim, montante que apareceu no orçamento aprovado.

Questionada se o descaso em relação às pessoas de Chã é propositado, Janira Hopffer Almada afirma que não acredita que o Governo esteja propositadamente a desesperar a população de Cabo Verde, porque o descaso ocorre em todos os lados e em todos os sectores há reclamações e reivindicações.

A líder do PAICV criticou a ausência de autoridades locais e nacionais e perante algumas reivindicações assumiu dois compromissos, sendo o primeiro a fazer, através da estrutura partidária na ilha, é chegar informações à população para que ela possa decidir em consciência, e o segundo é o de continuar a exigir o Governo a resolução do problema de Chã das Caldeiras.

Durante o encontro, um grupo de moradores, de entre eles Danilo Fontes “Don Danilon”, considerou que a população foi abandonada pelas autoridades locais e nacionais e entregue à sua própria sorte.

O popular adiantou que “Chã não tem representantes, apesar de ajudar a eleger o Governo, o Presidente da República e a Câmara de Santa Catarina”.

“No período do PAICV (Novembro 2014 a Março de 2016) fomos melhor tratado que no Governo do MpD (após Março 2016) que não fez nada”, desabafa Danilo Fontes.

Referindo-se ao edifício sede do Parque Natural do Fogo (PNF), que alberga delegação municipal, afirmou que a infra-estrutura está de portas fechadas porque os funcionários não dispõem de viaturas para deslocação diária, e por não dispor de condições para funcionar, como a falta de água.

Os moradores apontaram um conjunto de situações, como estrada, falta de água, a não recepção das emissões da televisão de Cabo Verde (TCV), ausência de autoridades, como alguns das preocupações elucidativas de que a população de Chã das Caldeiras está abandonada.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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