21 Janeiro 2019

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Ilha do Fogo: Situação da extracção de inertes na localidade de Baleia preocupa a DNA

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São Filipe, 19 Abr (Inforpress) – O impacto ambiental provocado pela situação de extracção de inertes na localidade de Balaia, zona sul do município dos Mosteiros, na fronteira com Santa Catarina do Fogo, preocupa a Direcção Nacional do Ambiente.

O Director Nacional do Ambiente (DNA), Alexandre Rodrigues, que se encontra na ilha, no quadro da finalização da candidatura da reserva da biosfera, lembrou que, há duas semanas, uma equipa da DNA esteve na ilha para avaliação ambiental e que a mesma mostrou-se preocupada com a situação de Baleia.

“Nos Mosteiros, há alguma preocupação com a questão de Baleia”, disse Alexandre Rodrigues, anotando que se trata de uma questão sensível e que não é apenas ambiental, mas também um problema “económico forte”.

Para o responsável, por se tratar de uma situação complexa, deve ser analisada de forma conjunta para se encontrar a melhor solução.

Sobre a extracção de inertes, o DNA disse que deve ser criada as condições alternativas e com menor impacto ambiental, anotando que a DNA já deu aval positivo para que a empresa ARF possa funcionar e fornecer inertes alternativos, reconhecendo que esta medida não é suficiente para resolver o problema e há que criar outras alternativas.

Alexandre Rodrigues indica que talvez a empresa esteja aguardando também o aval do Ministério da Economia, sobre a parte comercial, para iniciar as suas actividades de produção de inertes.

Segundo adiantou, da parte dos serviços do Ambiente, o parecer foi no sentido positivo para a sua implementação, embora, reconheceu, possa ter algum impacto, mas seria menor do que a extracção de areia nas praias.

Para o responsável, é preciso diversificar as ofertas, porque, explicou, mesmo com a empresa a produzir inertes, não será suficiente, indicando que a questão de inertes e jorra é complexa e que a sua resolução passa também pela fiscalização, situação que se não for resolvida, por mais medidas que sejam implementadas, elas não terão efeitos se as pessoas continuam a ter acesso sem controlo.

Com relação à situação de Baleia, o edil substituto, Jaime Monteiro Júnior, disse que esta actividade emprega, de uma forma directa, mais de meia centena de chefes de famílias das localidades de Relva (Mosteiros) e Tinteira (Santa Catarina) e centenas de pessoas de forma indirecta, se forem contabilizados os camionistas, ajudantes, trabalhadores das pistas de produção de blocos e outras pessoas.

Para melhor organizar a extracção , as pessoas que fazem exploração deste material na localidade de Baleia, solicitaram o apoio da edilidade em termos de máquina para a melhoria do acesso.

Jaime Monteiro Júnior disse que as pessoas que labutam nesta actividade foram informadas da realização de um estudo de impacto ambiental para possível transferência para uma empresa privada e que o estudo esteve em consulta, mas que a edilidade já reagiu e fez saber que não dá o seu consentimento para que esta actividade passasse para uma empresa e colocando centenas de pessoas no desemprego.

O edil substituto disse que as pessoas estão preocupadas e, inclusive, esta questão foi levantada na última sessão da Assembleia Municipal dos Mosteiros, indicando que a questão foi objecto de analise num encontro realizado quarta-feira com o Director Nacional de Ambiente, Alexandre Rodrigues, que se encontra na ilha do Fogo.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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