18 Março 2019

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Ilha do Fogo: Sindicato representativo dos estivadores do porto de Vale dos Cavaleiros exige decisão sobre a classe

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São Filipe, 17 Abr (Inforpress) – O Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Agricultura, Serviços, Florestas, Serviços Marítimos e Portuários (SIACSA) exige uma decisão “urgente e sábia” da situação da classe de estiva, sob pena de enveredar por outros caminhos que não abona a Enapor.

“Caso esta situação continuar a prevalecer os estivadores efectivos do porto de Vale dos Cavaleiros vão mesmo partir para uma greve por tempo indeterminado, não só para reavaliar o rendimento, mas também outras situações reivindicativas alvos de discussão com o conselho da administração, como a inscrição dos estivadores “basaltos” no INPS, mudança de categoria profissional ilegal e falta de diálogo”, disse o delegado sindical, José Tavares.

De acordo com este responsável que falava numa conferencia de imprensa, a situação laboral no porto de Vale dos Cavaleiros “vai de mal a pior, como um barco sem capitão, quase a afundar-se”, notando que é preciso diálogo para inverter o estado de coisas e que para tal o porto precisa de “pessoas competentes para o dirigir”.

Entretanto, foi avisando que o Sindicato que representa os estivadores “não tolera que os direitos da classe de estiva, dos estivadores efectivos continuem a ser violados, em termos de rendimento”.

O delegado sindical considerou ainda “reprovável” atitude da delegada da Enapor que, segundo disse, “não quer saber dos estivadores efectivos por causa da luta desta classe por melhores rendimentos e melhores condições de vida e do trabalho”.

“Está visível e anotado que os oito estivadores que foram escolhidos sem critérios objectivos e falta de transparência, têm um rendimento de 70 mil escudos mensais, enquanto os efectivos tem um rendimento de aproximadamente 30 mil escudos, contrariando os cálculos feitos pela administração central da Enapor”, disse José Tavares, que defende um equilíbrio e racionalização na distribuição dos rendimentos no porto de Vale dos Cavaleiros.

O delegado do SIACSA espera que a situação “não venha a transbordae-se” por falta de vontade política e ou administrativa na resolução dessa questão, sublinhando que os estivadores confiam no conselho de administração da Enapor em mandar sanar os descontentamentos dos estivadores do porto, relembrando que o prazo solicitado pela empresa e concedido pelo sindicato já está a terminar, mas a situação está a piorar.

A 09 de Março último os estivadores do porto de Vale dos Cavaleiros promoveram uma manifestação pacífica contra a decisão da Enapor de contratar oito dos 18 “basaltos” por um período experimental de dois meses para substituir oito estivadores que aguardam a reforma.

Na sequência da manifestação, os representantes do SIACSA foram recebidos pelo conselho da administração da Enapor a 17 do mesmo mês para análise da situação e prometeu sanar os descontentamentos, lembrou o delegado do sindicato.

JR/FP

Inforpress/Fim

 

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