17 Julho 2018

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Líder da UCID no Fogo: A pobreza da ilha deve-se à inexistência de vontade política, falta de visão

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O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), António Monteiro, disse que a inclusão do Fogo na lista das ilhas mais pobre deve-se à inexistência de vontade política, falta de visão/conhecimento ou pelo querer fazer sofrer as pessoas.

António Monteiro, que efetua desde terça-feira uma visita de quatro dias à Ilha, para se inteirar da realidade socioeconómica e conhecer o impacto da implementação do plano de mitigação do mau ano agrícola, disse que “Fogo é uma ilha com potencial de desenvolvimento económico extraordinário e provavelmente nenhuma outra ilha de Cabo Verde tem esse potencial”, razão pela qual questiona do porque neste momento a ilha do Fogo, à semelhança de Santo Antão e Brava, serem as ilhas mais pobres do país.

“Alguma coisa está a falhar”, advoga o presidente da UCID, para quem tal situação deve-se a um dos motivos, “ ou não há vontade política, ou as pessoas não têm visão e conhecimento suficiente para fazer valer o potencial existente na ilha do Fogo, ou o querer fazer sofrer as pessoas”.

Depois de visitar os municípios dos Mosteiros e santa Catarina e com passagem por Chã das Caldeiras, António Monteiro afirmou que “há um deficit da vontade do poder político e que está a fazer com que as pessoas sofram no dia-a-dia e não tenham as soluções para os seus problemas e para as famílias”, apelando ao Governo para prestar um pouco mais de atenção à ilha do Fogo.

Por exemplo , em relação aos Mosteiros , o líder da UCID disse que há grande número de jovens no desemprego e que “muitas pessoas que passam mal”, salientando que os “jovens e as pessoas sem empregos procuram refúgios noutras coisas que não são boas”, como o álcool, o que “constitui um problema para a saúde publica”.

Segundo o dirigente partidário, o Governo deve criar condições para que essas pessoas tenham trabalho, relembrando que o actual executivo prometeu criar nove mil postos de trabalho por ano, 45 mil na legislatura, sublinhando que o que se assiste, pelo menos em 2017, foi a perde de emprego de mais de cinco mil pessoas.

Ainda nos Mosteiros, indica que houve investimentos avultados no quadro de MCA, na construção de reservatórios para que as pessoas tenham água, mas que o mesmo não tem servido para nada, devendo o Governo rever a situação, tomar as medidas necessárias e criar as condições para que os agricultores possam ter possibilidade de produzirem mais e alimentar o próprio país.

Neste município, cerca de 70 por cento (%) dos alunos que frequentam a escola secundaria local tem a nota coberta por falta de pagamento de propina, já que os pais não dispõem de recursos financeiros para tal.

Além da criação de emprego, António Monteiro desafiou e exigiu ao Primeiro-ministro e à ministra da Educação que mandem liberar as notas e criar condições para que os alunos possa estudar, não só nesta escola como em todos os liceus de Cabo Verde.

Outra situação que deixa o presidente da UCID preocupado está relacionada com o impacto do plano de mitigação do mau ano agrícola, tendo afirmado que por aquilo que ouviu e viu o Governo tem que rapidamente repensar o plano, porque, explica, encontrou vários cidadãos com vários vales-cheques mas não conseguem ter acesso a ração, porque não há no mercado. C/Inforpress

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