26 Março 2019

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Ilha do Fogo: A não apresentação atempada dos documentos aos eleitos municipais é propositada – líder do GPAIS

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São Filipe, 19 Mar (Inforpress) – A não apresentação atempada dos documentos de suporte aos eleitos antes da cada sessão da Assembleia Municipal “é propositada” para que eles não façam uma boa preparação e discutir de melhor forma os assuntos, considerou hoje o GPAIS.

A afirmação é do líder da bancada do Grupo Por Amor Incondicional a São Filipe (GPAIS), Aquiles Barbosa, em conferência de imprensa para denunciar aquilo que considera ser “uma série de ilegalidades graves” que vem sendo praticadas pela Câmara Municipal.

O responsável do GPAIS observou que a recepção tardia dos documentos, não permite uma preparação para análise e discussão, apontando que é impossível isso acontecer quando a três dias da sessão é enviado um documento com 600 páginas.

Além desse aspecto, Aquiles Barbosa indica que “desde 2016, passando por todo o ano de 2017, até a presente data, esta câmara não apresentou um único balancete, quando é obrigatória a apresentação trimestre”, apontando como igualmente “grave”, o facto de a câmara não se ter reunido durante 46 dias, quando as sessões são quinzenais.

O GPAIS além de denunciar as supostas ilegalidades, condenou “algumas medidas de política local que vem penalizando drasticamente a população”.

Segundo Aquiles Barbosa, “não se compreende que uma câmara a receber tanto dinheiro do Governo, que tenha herdado da gestão anterior mais de 700 mil contos em projectos, que tenha feito u empréstimo no valor de 170 mil contos” não tenha implementado nem 50 por cento (%) do plano de actividades para 2017.

Afirma que, contrariamente aquilo que a edilidade diz, relacionada com as dívidas, não corresponde a realidade, observando que existem dívidas de parte entre a câmara e várias empresas e instituições.

Apontou como o exemplo, o “valor de 200 mil contos que a edilidade deve receber da Electra, 10 vezes mais do que tem a pagar”.

“Em menos de dois anos a câmara já tem mais dívidas do que todas as outras câmaras anteriores juntas”, disse Aquiles Barbosa.

Para o GPAIS o “ambiente é extremamente difícil”, o reduzido emprego público pontual não resolve o problema, sendo que a edilidade não consegue fazer mais nada que não seja o prolongamento da visão de desenvolvimento encontrada.

Segundo o líder da bancada municipal do GPAIS “é preciso que a edilidade apresente balancetes, fazer as reuniões nas datas precisas, prestar informações, garantir mais emprego, mobilizar mais recursos para que todos juntos, possam imprimir uma maior dinâmica ao processo de desenvolvimento de São Filipe”.

Caso as “irregularidades” persistem, o GPAIS não descarta a possibilidade de intentar uma acção judicial para que haja o respeito pelas leis, mas Aquiles Barbosa disse que antes o grupo vai informar a tutela do que está a acontecer na Câmara de São Filipe.

JR/CP

Inforpress/Fim

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