18 Março 2019

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Ilha do Fogo: Equipa técnica de ARE estará na ilha no decurso deste mês para recolha de dados para elaboração de nova proposta tarifária

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São Filipe, 16 Mar (Inforpress) – A pedido da empresa intermunicipal de águas, Águabrava, uma equipa técnica da Agência de Regulação Económica (ARE) estará na ilha do Fogo no decurso de Março para recolha de dados para elaboração de uma nova proposta tarifaria de água.

“Há seis anos, desde Abril de 2012, que a Águabrava não actualizou a tarifa de água nas ilhas do Fogo e da Brava, apesar de altos e baixos do aumento de energia e dos combustíveis e da ARE ter aumentado o preço de água por duas vezes”, disse o administrador/delegado, José Rodrigues, observando que após a apresentação da nova proposta a direcção da empresa vai decidir.

Para José Rodrigues, a tarifa comercial praticada pela Águabrava permite a empresa ter alguma folga para garantir a manutenção do sistema e substituição dos equipamentos, à medida que o tempo útil de vida termina.

São os casos de contadores, de cinco em cinco anos, e as bombas, de 10 em 10 anos, pelo que, na sua perspectiva, não há necessidade, de momento, de aumentar a tarifa de água nas duas ilhas.

De acordo com o responsável, a Águabrava, enquanto empresa pública, o seu objectivo principal não é a obtenção de lucro, mas prestar um serviço de qualidade, disponibilizando água em qualidade, quantidade e com regularidade à população.

José Rodrigues esclareceu que se o objectivo primeiro fosse o lucro, a empresa não praticava tarifas sociais (muito abaixo do custo de produção) e nem ligações domiciliarias grátis.

A aposta maior da empresa, indicou, passa pela implementação de projectos de eficácia energética que permitem reduzir, em 70 por cento (%), o consumo de energia convencional, eficiência na facturação e cobrança e no combate a perdas comerciais e físicas.

Em relação à eficiência energética, a empresa iniciou no ano passado a implementação de um projecto financiado pela Cooperação Luxemburguesa , que visa a instalação de centros fotovoltaicos para auto-produção de energia para consumo próprio.

Em 2017, lembrou José Rodrigues, foram instalados quatro centros e para este ano estão previstos mais dois centros (Nossa Senhora do Socorro e Patim), cobrindo primeiro os pontos de maior consumo de energia e depois os de menor consumo, sendo que no total serão instalados 22 centros fotovoltaicos nas duas ilhas que vão permitir a empresa reduzir de 100 para 30% o consumo de energia convencional.

De acordo com o responsável, para a questão relacionada com as perdas, a empresa vai adquirir macro-contadores que são colocados à entrada e saída dos reservatórios e à entrada de alguns bairros, para permitir a empresa calcular as perdas físicas e comerciais.

A renovação de contadores nos domicílios e serviços está sendo implementado de forma paulatina, através de contadores de alta precisão.

José Rodrigues indicou que, neste momento, 35% dos clientes da empresa aproveitam os contadores e consomem uma média de 200 litros de água/dia que não são contabilizados pelos seus contadores, pagando a taxa mínima que é de uma tonelada, quando deviam estar a pagar sete toneladas de água.

Já em relação ao projecto de tratamento e desinfecção da água nos municípios de São Filipe e Santa Catarina, que tinha sido submetido ao II compacto de MCA, o administrador/delegado disse que poderá ser financiado pela Cooperação Luxemburguesa ainda no decorrer de 2018, através de reforço de equipamentos para o laboratório, de modo a realizar exames exigidos pela ANAS, mas também na formação/capacitação do pessoal técnico.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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