21 Maio 2019

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Ilha do Fogo: Escasseiam investimentos públicos relevantes para a ilha e falta perspectiva para o seu desenvolvimento – Júlio Correia

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São Filipe, 16 Mar (Inforpress) – O deputado Júlio Correia disse sexta-feira, no término da sua visita, que escasseiam os investimentos públicos relevantes para a ilha, agravado pela falta de perspectiva para o seu desenvolvimento.

“Regista-se um marasmo agravado pelo mau ano agrícola, e o mais grave é a não existência de perspectivas para desenvolvimento futuro da ilha do Fogo”, afirmou Júlio Correia, no final da visita para tomar o pulso das questões que têm a ver com o desenvolvimento da ilha.

Para este parlamentar eleito na lista do PAICV-oposição pelo circulo de Santiago Sul, mas natural da ilha do Fogo, nos últimos anos a ilha vinha conhecendo um pacote “muito interessante ” de investimento público e de criação de infra-estruturas fundamentais para alavancar a ilha.

Citou investimentos em domínios como o turismo, a formação profissional, projectos que foram consolidados, de acordo com o deputado, com as intervenções a nível do porto e aeroporto, embora essas infra-estruturas, careçam ainda de outros e novos investimentos.

“Em matéria de infra-estruturas tudo parou, porque o actual Governo optou por zerar o país e não se nota na ilha a retoma das infra-estruturas, seja a nível de rede viária como das grandes infra-estruturas que eram fundamentais para alavancar a ilha”, disse Júlio Correia, para quem o anel rodoviário precisa ser concluído, sem apontar dedo de quem prometeu concluir e não se fez, mas ter capacidade de montar o projecto e seguir adiante.

O parlamentar assegurou que há uma” grande incompetência” em atacar as questões fundamentais da ilha, que não há sinais de retoma de infra-estruturação tida como fundamental nos últimos anos para alavancar e remover os constrangimentos para que a ilha pudesse cavalgar o caminho de desenvolvimento, nos diferentes domínios.

No domínio da execução do plano de mitigação do mau ano agrícola, principal objectivo da visita, Júlio Correia disse que é importante haver “programas consistentes” porque o mau ano agrícola pode ter impacto ao nível de inversão de situações pelas quais o país vem lutando durante muitos anos, nomeadamente da reversão da pobreza e todo o bem-estar da comunidade.

Júlio Correia disse que em matéria de mobilização dos recursos, que é uma parte, o país conseguiu mobilizar porque continua a ter créditos externos, mas adianta que o Governo tinha de inscrever um valor mais substantivo, já que o tempo que media entre a mobilização do apoio externo e a sua concretização não compadece com a emergência de socorrer o campo e atacar o mau ano agrícola.

Este disse que o problema não está na mobilização, mas a operacionalização e eficácia da intervenção, indicando que tem havido várias queixas dos agricultores e criadores de gado em relação à disponibilização de água e de pastos, acesso ao rendimento, de entre outros.

“A velocidade que o Governo diz não corresponde com aquilo que encontramos no terreno e as denúncias são mais duras e severas pela ineficácia de operacionalização de um programa de emergência”, afirma o parlamentar, indicando que é neste capítulo que as coisas estão a falhar.

Segundo o mesmo, “o discurso do Governo não combina com a realidade em que as pessoas não conseguem repor o rendimento, há dificuldades enormes no salvamento de gado e que a disponibilização de água continua a ser um pesadelo”.

O deputado acrescentou que mesmo onde existem programas que podem ajudar, há alguma coisa que está a falhar porque os autarcas não foram envolvidos na montagem do programa porque o Governo entendeu que os recursos devem ser aplicados em alguns sectores.

Para o parlamentar, se houvesse o envolvimento dos autarcas, a crise e emergência poderiam configurar uma grande oportunidade para se investir em projectos sustentáveis para o futuro ao mesmo tempo que garantia emprego e rendimento às famílias.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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