21 Janeiro 2019

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Ilha do Fogo: Como médico e ministro ficaria triste e preocupado se houvesse uma manifestação contra Ledo Pontes – Arlindo do Rosário

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São Filipe, 15 Mar (Inforpress) – O ministro da Saúde e Segurança Social disse que como médio e ministro ficaria triste e preocupado se houvesse uma manifestação contra o médico Ledo Pontes, que esta semana foi transferido para S.Vicente.

Um grupo de pessoas que manifestaram segunda-feira pelas ruas da cidade contra a transferência daquele médico das estruturas de saúde da ilha do Fogo para S.Vicente, concentraram na tarde de quarta-feira junto do auditório Padre Pio Gottin, onde decorria o acto de lançamento da primeira pedra da construção do Centro de cuidados Paliativas em que o ministro participava.

Arlindo do Rosário, que disse ter assistido o desenrolar da manifestação pela comunicação social, afirmou que Ledo Pontes, como bom profissional que é, entendeu que é um profissional do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e acatou a decisão de ser colocado noutra ilha, porque, além de médico geral, é também legista.

O governante recordou que existem apenas dois médicos legistas em Cabo Verde, e que a zona norte precisava de um médico da área que e neste sentido foi colocado para também servir o SNS.

“Como amigo dele, como médico e como ministro de Saúde, fico satisfeito pela simpatia de afecto que as pessoas fizeram para com ele”, disse o titular da pasta da Saúde, sublinhando que como se diz “é dando que se recebe, e provavelmente o medico recebeu o que deu”.

O ministro acrescentou o que sendo uma manifestação de apoio , fica contente e mostra-se convicto de que em S.Vicente continuará a desempenhar as suas funções da melhor forma possível e servirá uma actividade importante como médico legista que é a toda região norte.

Questionado se estava disponível para receber os representantes dos manifestantes que queriam entregar uma carta, Arlindo do Rosário disse que como teve acesso a essas informações pela comunicação social, está a falar de forma tranquila com os jornalistas, acreditando que estes vão explicar as razões, pois não veja motivo neste momento para um encontro com representantes dos manifestantes.

Os manifestantes que permaneceram durante cerca de três horas no local, entre as 16:00 às 19:00, ficaram agastados como a não recepção por parte do titular da Saúde.

No entanto, questionado sobre possível aumento de especialista nesta área, Arlindo do Rosário disse que os médicos legistas dependem do Ministério da Justiça que está a desenvolver o projecto de instalação do Instituto da Medicina Legal e que o equacionamento de médicos legistas será feito em concertação com aquele Ministério e não é algo que depende apenas do Ministério da Saúde.

Sobre o atraso registado no pagamento de salário do mês de Fevereiro aos profissionais de saúde da ilha do Fogo, Arlindo do Rosário disse que houve um problema no sistema, alheio ao Ministério, que já foi resolvido , que levou a este pequeno atraso no pagamento do salário.

“É normal que todos querem receber o salário no dia certo e os dados de salário são lançados a tempo e esperamos que o problema não volte a acontecer, porque todos têm as suas responsabilidades, compromissos, preocupações”, disse o ministro da Saúde.

Explicou que o Ministério tem todo interesse e até defende os interesses dos trabalhadores de saúde, como se fez com as carreiras médica e de enfermagem , e que se está a fazer agora na actualização de PCCS dos outros profissionais.

Segundo o ministro, é importante que, além de receber a tempo, recebam condignamente para poder desenvolver e estar em condições de prestar um melhor serviço à população.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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