19 Maio 2019

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Ilha do Fogo: Secretária-geral da UNTC-CS defende a presença eficiente da Inspecção-Geral do Trabalho

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São Filipe, 14 Mar (Inforpress) – A secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS), que se encontra de visita à ilha, defendeu esta quarta-feira a presença efectiva e eficiente da Inspecção Geral do Trabalho.

Nesta sua primeira visita à ilha na qualidade de secretária-geral e que se enquadra nas visitas de trabalho que está a efectuar aso concelhos do país, Joaquina Almeida disse que “Fogo está com ausência total e uma inação por parte da Inspeção Geral do Trabalho (IGT) para fiscalizar o salário mínimo, que ainda não foi actualizado, isso porque os empregadores não estão a cumprir”.

“É necessário ter uma representação da IGT na ilha”, disse, observando que a equipa que vem pontualmente da Cidade da Praia não consegue resolver todas as situações já que vem com um tempo determinado.

A responsável da UNTC-CS encontrou-se esta quarta-feira com o edil de São Filipe, Jorge Nogueira com quem abordou os problemas dos trabalhadores de Cabo Verde de uma forma geral e do Fogo em particular, tendo solicitado a sua influência junto do Governo para a questão de implementação do salário mínimo, apresentado na última reunião de Concertação Social, que se não for regulamentado não vai ser implementado.

Conforme disse, um outro aspecto que a UNTC-CS pretende ver resolvida é a reposição do poder de compra, e segundo Almeida, “não é só os criadores de gado e os agricultores que estão com problemas, mas todos os trabalhadores, porque desde 2011 o salário encontra-se congelado”.

A sindicalista realçou, por outro lado, que “hoje mais do que nunca o Governo deve pensar nos trabalhadores”, razão por que deve satisfazer a exigência de reposição do poder de compra que consiste no aumento salarial de dois e meio por cento (2.5%) conforme a proposta apresentada ao Governo, pela sua central sindical.

A antecipação da pensão social de cinco para sete mil escudos, pese embora o acordo de concertação estratégico assinado no ano passado prever a sua implementação para 2019, porque segundo explica “as pessoas que mais precisam estão numa situação de vulnerabilidade”.

Joaquina Almeida disse que aproveitou o momento Março “mês de mulher” para descentralizar a comemoração para algumas ilhas, tendo se deslocado à ilha Brava antes da visita à ilha do Fogo.

Durante o dia de quarta-feira, Joaquina Almeida visitou uma série de instituições/serviços como hospital regional, Unicoop-Fogo, Cadeia Civil, empresa Águabrava, ICCA, INPS, para se inteirar da situação laboral.

No caso do hospital regional, a questão de pessoas a desempenhar funções e com salários inadequados, o atraso no pagamento foram analisados de forma pedagógica para encontrar soluções.

“O papel do sindicato é reivindicar de forma justa para encontrar soluções, porque no dia em que deixa de reivindicar perde toda a sua essência” disse a secretária-geral da UNTC-CS, observando que é também importante explicar aos trabalhadores os seus deveres e que os mesmos devem cumprir com deveres plasmados na lei laboral, como por exemplo, ser leal, responsável, respeitador, tratar o superior com urbanidade e acima de tudo produzir, porque sem produção não se pode exigir nem o salário, pior o aumento, deixando claro que a central sindical que lidera chama atenção dos trabalhadores para o cumprimento dos deveres para depois poder reivindicar.

Na quinta-feira Joaquina Almeida participa numa assembleia de trabalhadores onde temas como “combate à violência no local de trabalho”, “direitos laborais da mulher” vão ser analisados, para auscultar os problemas e para dialogar e aconselhar sobre a questão dos deveres.

JR/FP

Inforpress/Fim

 

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