22 Março 2019

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Ilha do Fogo: Cardeal Dom Arlindo Furtado apela os jovens a procurar equilíbrio nas suas relações para encontrar a felicidade

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São Filipe, 14 Mar (Inforpress) – O cardeal Dom Arlindo Furtado exortou hoje os jovens a procurarem o equilibro nas suas relações e nas suas necessidades básicas para que possam atingir a felicidade porque todos lutam.

O cardeal lançou esse repto durante o encontro com os jovens da ilha do Fogo que decorreu na manhã desta quarta-feira sob o lema “juntos na espiritualidade para promover o desenvolvimento”.

Segundo Dom Arlindo Furtado, é necessário o equilíbrio na necessidade, na inteligência, na vontade, no relacionamento com os outros e com o meio exterior e com os bens materiais, porque é nesse equilibro que se encontra a felicidade.

“A espiritualidade é natural e indispensável, porque não somos animais de engorda, mas pessoas que existem e realizam na relação e que são felizes numa boa relação”, disse o cardeal, indicando que é nesse âmbito que se situa a espiritualidade.

Conforme indicou, no encontro de hoje tentou falar com os jovens para que no dia-a-dia, na família, escola, no uso de internet e de bens materiais, na política, na diversão, procurem equilíbrio para que as necessidades básicas, aptidões e dimensões de existência dialoguem entre si para que nada fique para trás e nada se ponha em demasia para formar o desequilíbrio que nos torna absolutamente infelizes.

“A relação das pessoas sobretudo dos jovens, com a internet, tem de haver um equilíbrio”, porque explica o cardeal, é a pessoa humana é que está no centro e todo o resto que se possa inventar do melhor está ao serviço da pessoa como instrumentos.

“Se usarmos bem os instrumentos ser-nos-á útil para construir a nossa felicidade e melhorar o nosso relacionamento e as condições de vida, mas se usarmos de forma desequilibrada, é como comer, beber e dormir, não pode haver o equilíbrio”.

Concretamente a utilização de internet, o cardeal afirma que este instrumento está ao serviço do ser humano e pode ser muito útil, mas pode ser também um instrumento de morte, de desestruturação da pessoa, de desconstrução da relação e da infelicidade, indicando que tudo depende da pessoa e da decisão da utilização de tal instrumento.

Dom Arlindo Furtado disse que falou com os jovens na qualidade de crente, de pastor, mas como cidadão deste país e do mundo, e que o encontro foi uma partilha de vida, que é valido em qualquer parte e mesmo para uma pessoa não crente, mesmo na dimensão espiritual porque nenhum equilíbrio rejeita a dimensão espiritual que nos ajuda a ter a visão mais ampla da nossa existência.

A maior parte do encontro foi dedicado ao debate, partilha e questionamento por parte do jovens, que mostraram muito interesse, e pelos temas abordados e pela forma como as questões foram colocadas.

Por isso, Dom Arlindo Furtado disse ter ficado com a sensação de que havia muito interesse e necessidade de mais oportunidades para se falar destas questões, que não são teoria, mas têm a ver com a vida do dia-a-dia e de orientação em relação ao futuro.

Segundo o mesmo houve uma proposta do Padre Octtavio Fasano, com anuência da maioria, para que uma vez por ano, quando se comemorar o aniversário do projeto do Centro de Cuidados Paliativos, cuja primeira pedra é lançada esta quarta-feira, houvesse um encontro desse género, dialogando sobre desafios da vida e exigência da sociedade, porque esse dialogo faz bem e ajuda as pessoas a pensar na vida com toda a liberdade e serenidade.

Questionado se não seria útil realizar diálogo do género com jovens de todo o país, Dom Arlindo Furtado assevera que “o diálogo é sempre necessário, importante e urgente”, sobretudo o dialogo intergerações e que seria óptimo que a malta jovem que tem a tendência de passar o tempo numa relação virtual, e cujo exagero provoca desequilíbrio, possa ter uma relação personalizada com todos, na proporção possível, necessária e desejável para que de facto a vida tenha equilíbrio.

“É sempre oportuna uma ocasião de diálogo em qualquer parte”, enfatizou o cardeal Dom Arlindo Furtado.

JR/FP

Inforpress/Fim

 

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