25 Junho 2018

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Desorganização de ensino em São Filipe: Professores e alunos da Escola de Santa Filomena sem gestor há sete meses

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Mais de trinta pais, encarregados de educação e professores do Pólo Educativo de Santa Filomena, na Cidade de São Filipe, estão revoltados com a falta de um gestor/director naquele estabelecimento de ensino desde o início do ano lectivo 2017/2018. Por isso, acusam a Delegação do Ministério da Educação de não resolver essa lacuna, que contribui para a desorganização escolar e compromete o desempenho tanto dos docentes como dos próprios alunos no concelho. Tudo por causa da transferência das salas de aulas para uma escola em Achada de São Filipe e pela ausência do gestor, Mário Cabral, que se encontra em tratamento médico na Cidade da Praia, desde o mês de Setembro passado.

Segundo fontes próximas da Delegação local do ME, por motivos de remodelação e restauro, este Pólo Educativo que funciona com mais de 500 alunos do 1º ao 6º Ano de escolaridade, foi transferido para uma Escola junto à Oficina Central, desde o mês de Setembro de 2017, o que tem provocado algum constrangimento na adaptação dos alunos ao novo espaço e ambiente escolares.

Perante esta situação, a maioria dos alunos da parte alta da Cidade de São Filipe - nomeadamente Congresso, Santa Filomena e Cobôm que foram matriculados na Escola de Santa Filomena-, foram obrigados a se deslocar até à Achada São Filipe para ali assistirem às aulas. Uma distância que os pais e encarregados da dedução consideram um pouco distante da residência dos miúdos.

“Para além da distância, que é longa para os nossos meninos que moram nos Bairros do III Congresso e de Santa Filomena, as salas anexas ao Liceu Dr. Teixeira de Sousa não dispõem de janelas, os tectos estão todos esburacados, a escola está sem um Gestor e os alunos e professores fazem o que bem entenderem”, aponta António Andrade, porta-voz dos pais e encarregados da educação daquele Pólo Educativo.

Outra inconformidade com o funcionamento das aulas nesta localidade é a moradora Joana, que exige uma tomada de medidas no sentido de evitar consequências desastrosas que possam recair sobre os seus filhos durante este ano lectivo.

“Sentimo-nos de mãos atadas e impotentes porque não podemos fazer nada para resolver a situação vergonhosa da Escola que está sem gestor há mais de sete meses e a funcionar de forma caótica e sem rumo”, contesta.

Com medo de represálias, um professor com largos anos de experiência, afirma que esta situação está a ter reflexos na qualidade do ensino, referindo que os alunos já deram conta da “desorganização escolar” e, por isso, há um aumento de indisciplina, casos de bulliyng diariamente e insucesso escolar.

“Infelizmente, não há uma justificação possível por esta desorganização e pela ausência de equipas educativas que possam orientar, tanto a gestão pedagógica como administrativa e financeira da nossa escola. Aliás, ela é desorganizada porque a direcção que a compõe também é, e cada um puxa as suas rédeas conforme lhe convier”, critica o docente em causa.

O asemanaonline tentou, várias vezes, entrar em contacto com a Delegada do Ministério da Educação no Concelho de São Filipe, mas sem sucesso. Entretanto, prometemos retomar a matéria, caso a responsável do ME no concelho queira pronunciar-se sobre o assunto.

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