25 Junho 2018

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Ilha do Fogo: Falta de ração e escassez de água para criadores e horticultores aguardam por resolução – deputados do PAICV

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São Filipe, 10 Mar (Inforpress) – A falta de ração no mercado e escassez de água para horticultura e para o gado continuam a aguardar pela resolução, afirmam os deputados do PAICV pelo círculo eleitoral do Fogo, Eva Ortet e Nuias Silva.

Os dois parlamentares, que concluíram sexta-feira a visita de uma semana ao círculo, afirmam que em relação a implementação do plano de mitigação do mau ano agrícola continuam a registar problemas que precisam ser equacionados.

De entre os problemas indicam a falta de ração no mercado, estando os criadores na posse de vales-cheques, deslocam-se à cidade e não encontram o produto, implicando perda de tempo e de recursos.

“A água continua escassa, sobretudo para os animais, e na zona sul ela está sendo vendida a um preço proibitiva para os criadores de animais”, afirmam os parlamentares, indicando que preço é o mesmo para o consumo doméstico.

“A falta de água para horticultura persiste e não há uma luz no fundo do túnel para equacionar o problema”, advogam os dois deputados da Nação, eleitos pelo círculo eleitoral do Fogo.

Os mesmos afirmam que quando os deputados da situação afirmam que a situação está tudo bem, no terreno a situação é bem diferente e que apesar de o Governo ter mobilizado “montante considerável” para mitigar o mau ano agrícola, na prática os resultados “não são os esperados” e o problema “requer urgência na sua resolução”.

Durante a visita os deputados Eva Ortet e Nuias Silva visitaram o porto de Vale dos Cavaleiros e manteve encontros com a direcção do porto e com os estivadores.

“Há um mau clima laboral, um dialogo de surdos entre a direcção e estivadores que reclamam de um certo desmando e de eventual nepotismo e favorecimento na contratação de “basaltos” (trabalhadores não efectivos para estiva) ”, indicaram os deputados.

Por isso apelaram ao Governo, poder local e a direcção da Enapor para “uma maior atenção” a esta situação, porque “põe em causa o normal funcionamento” do porto e “pode agravar” o problema económico da ilha.

No encontro com operadores económicos, estes indicaram que além do pedido para a resolução do problema de transporte marítimo e aéreo, “é urgente” a resolução do problema de inertes na ilha, porque a área de construção civil que emprega “dezenas operadores e centenas de famílias está parada”.

Segundo os deputados, uma solução de emergência prende-se com uma melhor gestão de apanha de areia, para não parar a actividade económica, até que a médio e longo prazo, seja equacionado a produção de inertes de forma mecânica e resolver definitivamente a questão de apanha de areia.

Com os responsáveis da Electra, os deputados abordaram a questão da “deficiente iluminação pública” na cidade e no meio rural, assim como a necessidade de fazer a energia chegar às localidades ainda não electrificadas.

A implementação do plano detalhado de ordenamento de Chã das Caldeiras e o equipamento do furo para o abastecimento da comunidade local, são outras preocupações constatadas pelos parlamentares do PAICV eleitos pelo círculo da ilha do Fogo.

JR/AA

Inforpress/Fim

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