27 Junho 2022

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Reconstrução do Fogo: PM pede esforço nacional

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O primeiro-ministro, José Maria Neves, defendeu que cabe à população "fazer o esforço nacional" para reconstruir a ilha do Fogo, atingida há quase um mês pela erupção do vulcão, referindo-se ao aumento em 0,5% do IVA.   O chefe do Governo, que falava na conferência de imprensa no final da III Cimeira Luso-Cabo-Verdiana, em Lisboa, recordou que o orçamento do Estado para o próximo ano contempla uma subida em 0,5% da taxa única de IVA (15%), uma forma de "mobilizar recursos nacionais" para a reconstrução da ilha do Fogo". "Será a nossa contribuição. Quero insistir com os cabo-verdianos que, por mais quente que seja a água da fonte, ela não cozerá o nosso arroz", defendeu. "Têm de ser os cabo-verdianos a fazerem o esforço nacional para reconstruirmos a ilha do Fogo, contando sempre com a água da fonte para que possamos, a partir daí, mobilizar os nossos parceiros e podermos assim fazer face à reconstrução da ilha", acrescentou José Maria Neves. A proposta de orçamento de Estado para 2015 foi aprovada no parlamento cabo-verdiano, apenas com os votos favoráveis do partido que apoia o Governo, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), incluindo a introdução do aumento de 0,5% na taxa do IVA para financiar a reconstrução das casas e realojar as populações afectadas pelo vulcão. O aumento extraordinário do IVA vai vigorar apenas em 2015 e permitirá um encaixe de 354 milhões de escudos cabo-verdianos (3,21 milhões de euros). O vulcão entrou em erupção a 23 de Novembro e os prejuízos estão avaliados em mais de 45 milhões de euros. Até agora, o vulcão não provocou quaisquer vítimas, tendo desalojado os cerca de 1.500 habitantes de Portela e Bangaeira, as duas povoações de Chã das Caldeiras, planalto que serve de base aos vários cones vulcânicos da ilha do Fogo. A lava mantém-se a pouco mais de 600 metros de Bangaeira, povoação que, tal como Portela, foi destruída pela torrente, distando 3,5 quilómetros de Fernão Gomes, o "ponto crítico", uma vez que, a partir daí, segue-se a encosta montanhosa que desce abruptamente para Mosteiros (norte). Se a actividade vulcânica se agravar e a lava ultrapassar Fernão Gomes, situado a uma altitude de quase 1.900 metros, a torrente não encontrará quaisquer obstáculos em descer a encosta até ao mar, percurso onde se situam duas povoações - Cutelo Alto e Fonsaco -, cujos cerca de 2.300 habitantes estão em alerta para uma eventual evacuação.
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