21 Setembro 2018

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JPAI pede mais atenção à juventude de São Filipe

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A Juventude do PAICV pede mais e melhor atenção à classe juvenil, exigindo das autoridades locais e nacionais a urgente implementação de políticas públicas que visem debelar o “grave” problema do desemprego, que afecta, sobretudo o concelho de São Filipe. É que para os Jotas do maior partido da oposição na cidade dos sobrados o “novo figurino de governação de São Filipe” em nada capitaliza a juventude do concelho como um activo de desenvolvimento, que não seja um poder local cego, mudo, surdo e, acima de tudo, sem norte nem ponte.

Em comunicado, a Juventude do PAICV mostra-se “imensamente” preocupado pelo facto da ilha estar a perder, de forma “constante e sistemática”, jovens quadros capazes através de migração, particularmente para Santiago e Estados Unidos da América (USA) à procura de uma vida melhor, “quando poderiam permanecer ali e ajudar no crescimento e desenvolvimento local”.

“A juventude deve ser sempre considerada como um dos principais activos para o desenvolvimento. Por isso, a JPAI acredita que os jovens foguenses devem ter um papel fundamental no desenvolvimento da ilha. Os desafios que se impõem à toda a ilha demandam uma análise e participação activa da sua juventude no gizar das soluções”, lê-se no documento remetido a este jornal.

A pensar nisso, esta organização juvenil de esquerda democrática moderna exige das autoridades locais e nacionais a implementação “urgente” de políticas públicas para a juventude, que visem debelar o “grave” problema do desemprego, que afecta sobretudo os jovens do município de São Filipe.

“Temos um poder local cego, mudo e surdo e, acima de tudo, sem norte nem ponte. Aliás, o novo figurino de governação de São Filipe, em nada capitaliza a juventude do concelho, como um activo de desenvolvimento. Em vez de um Presidente de Câmara que zela pelos interesses dos munícipes, parece ser um Delegado do Governo, isto numa clara e grave violação do princípio de separação de poderes entre os de nível local e central”, critica a fonte que vimos citando.

Outra inquietação da JPAI diz respeito aos constrangimentos que impedem o seu desenvolvimento, reivindicando os investimentos públicos necessários, bem como uma política de “discriminação positiva” para a fixação de jovens no concelho de São Filipe.

Áreas de intervenção e figuras de referências

“Neste sentido, urge pensar no ensino superior para o Fogo, tendo em conta o perfil do mesmo e as áreas onde a ilha é um laboratório vivo, como as ligadas a vulcanologia, sismologia, agricultura, com destaque para cultura de videira e produção industrial e artesanal do vinho, silvicultura, turismo, entre outras”, aponta.

Considera ainda a JPAI que a extinção dos Centros de Juventude e a falta de visão estratégica em matéria de políticas de formação profissional, que se vislumbra, sobretudo pela falta de alinhamento entre as ofertas de formação e as reais necessidades de desenvolvimento da ilha, são sinais mais do que evidentes da falta de vontade política deste Governo em atender os anseios da camada juvenil.

“Os jovens foguenses têm o direito de pensar e reivindicar um futuro melhor. Ademais, podem contar como fontes de referências e inspiração em figuras notáveis da ilha como o poeta Pedro Cardoso, o escritor Henrique Teixeira de Sousa, o ex-presidente da Republica e Combatente da Liberdade da Pátria, Comandante Pedro Pires, entre outras personalidades do Fogo - falecidas e com vida - reconhecidas dentro e fora de Cabo Verde”, conclui o comunicado da juventude tambarina. CL

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