21 Setembro 2018

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Fogo: Cerca de 60 profissionais de saúde revoltados por salários em atraso

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Cerca de 60 funcionários do Ministério da Saúde que laboram em São Filipe do Fogo - 13 médicos e 46 enfermeiros e auxiliares - dizem estar revoltados e preocupados com o atraso no pagamento dos salários e subsídios de velas do último mês de Fevereiro. Entretanto, fontes do Ministério garantem que 10 profissionais da saúde afectos ao Hospital de São Francisco de Assis em São Filipe já receberam os seus salários referentes ao mês passado. Segundo apurou o ASemanaonline, o Ministério da Saúde alega problema no sistema de pagamento e informa que está a procurar vias para pôr cobro à situação, regularizando as dívidas para com os visados.

Conforme apurou este diário no terreno, são treze médicos, 26 enfermeiros e 20 auxiliares de serviços do Hospital Regional do Fogo que estão sem ver a cor dos seus dinheiros - são salários e pagamentos de subsídios em atraso.

O A Semanaonline conversou com alguns destes funcionários do Hospital de São Francisco de Assis e da Delegacia de Saúde em São Filipe, que contestam a gestão do sistema financeiro do Ministério da Saúde. "Tudo indica que não estão com vontade de pagar o nosso salário e nem tão pouco de resolver os supostos problemas que existem no sistema de pagamento do Ministério de saúde", desabafam.

Diante de tudo isto, os cerca de 60 profissionais de saúde do Fogo consideram “um pouco estranho existir problema de falta de sistema apenas para com os funcionários em São Filipe. É que, segundo questionam, como se explica que os restantes funcionários do Ministério de Saúde - a nível nacional - já receberam os seus salários.

O A Semanaonline promete, no entanto, retomar esta matéria, havendo reacções do Hospital Regional Fogo e Brava e do MS, com os quais foi impossível de chegar à fala.

Recentemente, os auxiliares do Hospital de São Francisco de Assis procuraram este jornal para também contestar contra o atraso no pagamento de subsídio de velas (três meses). Dois dias após a denúncia neste site, aquela instituição hospitalar providenciou-se o pagamento da divida aos trabalhadores em causa.

Mas exigem também um salário digno. É que, conforme o seu porta-voz, o colectivo aufere um salário-base de 15 mil escudos a cada um, o que considera injusto e desigual em relação aos colegas do Hospital Agostinho Neto (HAN) que recebem 20 contos por mês.

Por isso, clamam por um salário justo e igual aos colegas do (HAN). “Exigimos um salário mensal, igual ao dos nossos colegas que trabalham no Hospital Central da Praia. Eles recebem 20 mil escudos mensais e nós temos um pobre rendimento de 15 mil”, disse um representante do grupo, considerando a situação de injusta.

Aliás, de acordo com o porta-voz do grupo, estes funcionários hospitalares desempenham várias funções, nomeadamente nos serviços da Maternidade, do Bloco Operatório, da Medicina Geral, da Pediatria, do Banco de Urgência, na Lavandaria.Por isso, clamam por um salário “digno” e “igualitário”.

“Nós temos funções de proximidade com todos os pacientes e serviços deste Hospital, de modo que exigimos que se faça uma distribuição específica do pessoal para cada espaço de trabalho. Isto é uma injustiça que tem de ser resolvida, é uma urgência", afirmou a nossa fonte.

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