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ICIEG propõe trabalhar com parceiros para inverter situação na ilha do o Fogo nos próximos três meses

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São Filipe, 08 Mar (Inforpress) – A presidente do Instituto Cabo-verdiano de Igualdade e Equidade de Género (ICIEG) Rosana Almeida, disse hoje que a instituição vai trabalhar com as Câmaras e parceiros para dentro de três meses começar a mostrar resultados e inverter a situação.

Conforme afirmou, a escolha da ilha do Fogo para receber o acto central das comemorações   do Dia Internacional da Mulher não foi por acaso, mas devido à situação de ocorrência de casos de violência baseado no género, situação que preocupa tanto o ICIEG como as câmaras municipais.

Segundo Rosana Almeida, a deslocação à ilha tinha por missão conhecer a realidade e saber do porquê de tantos casos que continuam a marcar a ilha do Fogo, pela negativa, em termos de VBG, e traçar medidas para executar visando inverter o quadro.

De essas medidas, Rosana Almeida disse que centros de atendimento e apoio às vitimas vão ser postos a funcionar, já na próxima semana, acrescentando que regressa à Cidade da Praia com orgulho por saber que no município de Santa Catarina, o mais crítico em termos de VBG e que conheceu um aumento exponencial em 2017, vão estar a funcionar dois centros, casas de abrigo e centros de emergência, tudo para resolver a situação.

O ICIEG, em estreita articulação com os três municípios vai trabalhar na actualização dos dados e apostar na mudança da mentalidade e comportamento, sendo que para tal vai trabalhar juntamente com outros parceiros, nomeadamente o Laço Branco, que faz uma forte intervenção na questão de masculinidade.

“São questões urgentes que exigem uma posição rápida para que possamos reverter o cenário na ilha do Fogo”, afirma Rosana Almeida, indicando que há uma abertura franca e positiva das autoridades municipais, que estão disponíveis para combater esta situação, facto que lhe deixa mais tranquila para trabalhar, esperando que daqui a três meses possa mostrar resultados e reverter esses números.

Por seu turno, ao usar da palavra no evento, Alberto Nunes, edil de Santa Catarina do Fogo disse que está a analisar situação de violência baseada no género (VBG) e gravidez precoce na ilha e no seu município, classificando-a de preocupante por afectar as famílias e o próprio desenvolvimento do município.

Destacou que há desafios a enfrentar para reduzir esses males sociais e mostrou-se convicto de que no próximo ano o seu município vai apresentar melhores taxas nestas matérias, porque a edilidade está empenhada em trabalhar para ultrapassar a situação.

Para tal, Alberto Nunes aponta iniciativas como a criação do centro de atendimento e apoio às vítimas, elaboração do plano municipal para igualdade do género, fortalecimento do desenvolvimento de igualdade entre homens e mulheres, maior articulação com ICIEG em matéria de igualdade de género e análise de dados, entre outras acções.

Já o edil de São Filipe, Jorge Nogueira congratula-se com o aumento de denúncias de casos de VBG e diz que a edilidade continua a trabalhar para que os casos de VBG continuem a ser denunciados.

No entanto, mostra-se preocupado com a ocorrência de casos de mulheres vítimas de violência, que preferem sentar-se nos bancos dos réus do que ver o marido/companheiro condenado, sobretudo quando a situação aponta para prisão efectiva, por ser ele o sustento da família.

“Esta situação necessita de uma profunda reflexão, porque mais do que medidas é necessário garantir o sustento das famílias”, disse Nogueira, indicando que a sua Câmara tem planos neste sentido, nomeadamente através de implementação de actividades geradoras de rendimento e na criação de emprego, acrescentando que nos próximos dias vão ser criadas mais de 600 empregos, sobretudo no meio rural e que já deu indicações no sentido de se dar prioridade às mulheres.

JR/FP

Inforpress/Fim

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