23 Maio 2019

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Ilha do Fogo: GPAIS solidariza-se com a população do município de São Filipe abandonada pela Câmara e pelo Governo – Luís Pires

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São Filipe, 05 Mar (Inforpress) – O Grupo por Amor Incondicional a São Filipe (GPAIS) solidariza-se com a população do município de São Filipe, que considera “estar totalmente abandonada pela Câmara e pelo Governo”.

O líder do GPAIS e vereador sem pasta na Câmara Municipal de São Filipe, Luís Pires, disse no final de uma assembleia-geral dos representantes do grupo, realizado na tarde/noite de domingo, na cidade de São Filipe, que “a esperança na felicidade prometida vai se transformando num desespero sem medidas”.

Após analisar a difícil situação por que passa o município, os representantes do GPAIS concluíram que “hoje a Câmara tem mais dinheiro, mas menos trabalho, com os agricultores e horticultores na maior penúria de água dos últimos anos, com as cabras a comerem “os vales-cheques” porque estes não valem nada.

O GPAIS notou ainda que maioria da população está no desemprego forçado, que há falta de areia e de alternativas ambientalmente sustentáveis, a par de uma “situação critica das famílias que dependem da construção civil”.

O líder oposicionista indicou que os únicos sinais de vida da autarquia de São Filipe são as obras herdadas que estão sendo implementadas em “câmara-lenta”, com “sérios riscos de se perder os financiamentos garantidos”.

Luís Pires, que foi presidente da edilidade entre 2012 e 2016, enumerou algumas obras com financiamento e herdadas pela actual câmara, nomeadamente o financiamento em mais de 200 mil contos para ampliação, reabilitação e construção de escolas e meio milhão de euros para o projecto de turístico de Salinas e estrada de acesso.

Lembrou ainda ter deixado cerca de 150 mil contos para financiamento de projecto de água a Campanas de Cima, cerca de 200 mil contos para o eco parque de São Filipe, perto de 80 mil contos para o centro de estagio desportivo relvado e moderno.

De acordo com as suas contas, a autarquia herdou ainda seis mil contos para a praça de Cruz dos Passos, mais de três mil contos para o centro multimédia e praça digital de Cabeça do Monte, de entre outros projectos.

O GPAIS, através do seu líder, mostra-se igualmente preocupado com vários projectos privados e que se implementados, em tempo certo, poderão revolucionar a dinâmica do desenvolvimento de São Filipe, como Aléo Vera Resort, Bila Resort, Baragonta, teleférico e a iluminação do aeródromo de São Filipe, projectos que , segundo Luís Pires , estão penalizados pela lentidão da Câmara que passa mais de sete meses para aprovar documentos consensuais.

“Fogo tem todas as condições para o reposicionamento forte no tecido económico nacional, mas não neste ritmo de desaceleração”, afirma o líder do GPAIS que questiona por onde anda os 170 mil contos do empréstimo realizados pela actual Câmara, que, segundo o mesmo, “é a sua maior divida real de sempre”, já que deste empréstimo, ainda só se viu a “relva/cereja do campo de São Lourenço”.

Para o GPAIS, se não fosse uma mãozinha do governo, a Câmara de São Filipe estaria neste momento reduzida a uma comissão liquidatária, anotando que é, no mínimo, estranho que uma Câmara que recebe do Estado, só para o saneamento, 40 mil contos por ano, “ainda tenha a funcionar uma lixeira , infestando a cidade com moscas de todas as cores”, mesmo ao lado do hospital.

Com este dinheiro, poderiam ter já adquirido pelo menos dois ou três camiões de lixo para a cidade e para o interior, o que não aconteceu, rematou.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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