16 Outubro 2018

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Ilha do Fogo: Troço de estrada S. Jorge/Campanas constitui perigo real e exige medidas preventivas urgentes 

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São Filipe, 09 Fev (Inforpress) – A situação do troço de estrada S. Jorge/Campanas de Baixo, zona norte do município de São Filipe, que há treze meses sofreu uma derrocada de rochas, tem sido um perigo para os utilizadores, pelo que urge a implementação de medidas necessárias.

A alerta foi dada hoje, em declarações à imprensa, pelo antigo autarca de São Filipe, Eugénio Veiga, que fez questão de realçar que tomou essa iniciativa na qualidade de cidadão, porquanto, segundo disse, este “hipotético perigo não se circunscreve apenas ao município de São Filipe, mas à ilha no seu todo e aos utilizadores, sejam eles residentes ou não”.

Segundo Eugénio Veiga, há mais de 12 meses (04 Janeiro de 2017) ocorreu uma derrocada neste espaço e ainda a circulação continua condicionada – não obstante os custos com a resolução parcial tenham rondado os 40 mil contos -, tendo acrescentando que o perigo real, resultante da intervenção havida, passou a ser maior.

Conforme explicou Eugénio Veiga, com a intervenção, “a encosta ficou declivosa e quase vertical e com material solto e a jusante há um verdadeiro obstáculo construído, não havendo possibilidade a qualquer manobra de emergência”.

Perante este cenário e com a queda constante de material, o que representa um perigo real e permanente, o ex-autarca defende a necessidade de uma intervenção urgente no troço e com envolvimento de todas as instituições responsáveis, particularmente a Câmara Municipal de São Filipe e o Instituto das Estradas.

De entre as medidas necessárias, Eugénio Veiga advoga a colocação de pelo menos duas pessoas, em permanência no local para limpeza, vigilância e possível comunicação às autoridades e a colocação de uma rede metálica consistente na encosta, até que seja encontrada a solução definitiva.

Entretanto, sublinhou, que essa intervenção deverá passar ainda pela realização das obras de sustimento e consolidação de toda a encosta, por se tratar de uma estrada com risco real e mais perigosa neste momento na ilha, devido à erosão permanente e a sua verticalidade, podendo ocorrer a qualquer momento uma derrocada muito mais perigosa e com mais custos do que a do ano passado.

Na ocasião, Eugénio Veiga criticou também o posicionamento da edilidade sobre a resolução do problema, tendo indicado que infelizmente “a câmara esteve ausente”.

Segundo disse, no início, quando havia necessidade de uma intervenção para acelerar o arranque das obras, ela (câmara) esteve ausente, assim como na fase de implementação das obras, “ausência essa que se acentua neste momento, em que o desleixo camarário ultrapassa todo o limite”, frisou.

Conforme apurou a Inforpress, o troço de estrada em apreço, além de ligar os dois povoados é muito utilizado por ser também a via que liga os municípios de São Filipe e Mosteiros.

Desde o ano passado a circulação neste troço é feita de forma condicionada e com queda permanente de material rochoso.

JR/FP

Inforpress/Fim

 

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