24 Abril 2018

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Ilha do Fogo: Capacitar os profissionais e ter um núcleo pensante do hospital são prioridades do hospital regional para 2018

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São Filipe, 12 Jan (Inforpress) – A capacitação técnica dos profissionais e técnicos, trazer as especialidades de uma forma geral, reforço da capacidade diagnóstica do laboratório e ter um núcleo pensante são prioridades do hospital São Francisco de Assis, na ilha do Fogo, para 2018.

Segundo o director do hospital regional, Evandro Monteiro, para atingir as metas e melhorar a prestação da unidade hospitalar, é necessário, além de ter especialidades, apostar  na capacitação técnica dos funcionários e técnicos.

Informou que, até final de Fevereiro, uma enfermeira do hospital deverá deslocar-se à Itália para uma formação no quadro do desenvolvimento e implementação de cirurgias oftalmológicas na ilha, com apoio de técnicos da Universidade de Nápoles, e com técnicos locais.

Trata-se, segundo Evandro Monteiro, de uma formação especializada, programada e intensiva no sentido de preparar a enfermeira para, em caso de missões estrangeiras, possa apoia-las, mas também, para criar um pequeno núcleo para cirurgias especializadas.

Além da deslocação dessa enfermeira e com a colaboração da Universidade de Génova está prevista formação a nível local, devendo aquela instituição de ensino enviar técnicos para ministrar formações, e com possibilidade de deslocação à Itália, no sentido de capacitar as pessoas e diferenciar os serviços a nível da ilha e da região.

No entanto o director do hospital regional admite que a nível da ilha existe um problema ligado à transferência de quadros que passam um período.

“É uma dificuldade porque é necessário ter um núcleo pensante contínuo e não podemos pensar em manter o nível de respostas à altura com roturas frequentes de quadros que estão engajados num pensamento e são transferidos”, disse Evandro Monteiro, para quem nos serviços médicos e na ciência há que haver a renovação, mas também a continuidade e, muitas vezes, existem dificuldades em manter o núcleo.

Outra aposta é reforçar a capacidade diagnóstica e o nível do laboratório e investir a nível do banco de sangue, e nesta matéria, de acordo com Evandro Monteiro, a população tem um papel importante na colaboração e doação de sangue.

Para 2018 existem “grandes investimentos” do Ministério da Saúde no hospital regional, como introdução de energias renováveis, que vai permitir reduzir, de forma significativa, os custos, já que a perspectiva é para produzir cerca de 70 por cento da energia consumida pelo hospital.

A implementação desse projecto poderá iniciar ainda em Fevereiro, pois segundo o director, a empresa vencedora do concurso esteve no hospital e está a ultimar os preparativos para arranque do projecto.

A informatização do hospital e da região com acesso à rede e comunicação está em andamento e, após a sua conclusão, os documentos oficiais passam paulatina a ser informatizados e os doentes passarão a ter códigos e números numa primeira consulta e, na segunda, apenas levará o código, e todo o historial do doente estará disponível, o que vai facilitar todo o processo de seguimento e tratamento.

Ainda relacionado com esta matéria, o hospital vai criar uma página oficial que representa uma mais-valia para os pacientes que poderão aceder a marcação de consultas e a algumas informações de especialidade.

Como o hospital funciona ao lado de uma unidade hoteleira, há a necessidade de fazer a separação e, segundo o director, existe um acordo com Associação de Solidariedade Desenvolvimento Económico (ASDE) para fazer a separação física do espaço porque está-se a falar de um espaço hospitalar e com algumas características, nomeadamente existência de doentes com transtornos de fórum psiquiátricos que às vezes criam anormalidade no funcionamento da unidade.

JR/CP

Inforpress/Fim

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