17 Julho 2018

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Ilha do Fogo: Respostas para a situação da seca discutida entre Câmara Municipal e SNU

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São Filipe, 10 Jan (Inforpress) – A respostas para a mitigação dos impactos da seca e do mau ano agrícola foi analisada entre o edil sanfilipense, Jorge Nogueira, e a coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas (SNU) em Cabo Verde, Ulrika Richardson.

À saída do encontro, que durou cerca de uma hora, a responsável do SNU, que se encontra na ilha do Fogo, depois de visitar a vizinha Brava, disse que a câmara está bastante avançada e tem um “bom plano” para responder as várias vertentes resultantes do mau ano agrícola.

Ulrika Richardson referiu-se ao salvamento de gado, a redução do custo da ração, mas também, a distribuição de água e “pequenos trabalhos” para aumentar o rendimento das famílias.

A coordenadora residente do SNU disse ter abordado com o edil Jorge Nogueira o impacto social de mais um ano de seca em que os rendimentos das famílias estão a descer e a vulnerabilidade aumenta, e por isso, defende a necessidade de responder “de forma eficiente, mas pensando no longo prazo”.

Outro aspecto analisado tem a ver com a necessidade de se fazer a integração de mudanças climáticas numa estratégia planificada, já que São Filipe e os outros dois municípios da ilha (Mosteiros e Santa Catarina do Fogo), juntamente com outros municípios do país, fazem parte de uma iniciativa do SNU, através de PNUD, para reforçar o planeamento estratégico e a integração de questões como a mudança climática, um elemento fundamental para o crescimento e desenvolvimento das ilhas e dos municípios e o bem-estar da população.

Outras questões como igualdade do género e pequena infância estiveram sobre a mesa durante o encontro que antecedeu uma visita a Chã das Caldeiras para ver como está a situação agora, assim como uma visita ao centro de dia e a delegação do (Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA) para poder continuar a discussão à volta de criança e como responder a situações de riscos.

Com relação a Chã das Caldeiras, Ulrika Richardson disse que as Nações Unidas continuam a apoiar a capacidade de poder planificar para poder responder às situações similares no futuro, acrescentando que outra coisa é ver qual podia ser a contribuição das Nações Unidas para a população que regressou à Caldeira.

“Sei que há muitas pessoas que regressaram e é preciso ver como fazer para que tenham acesso aos serviços sociais de qualidade”, disse a coordenadora, advogando que se for fora da Caldeira é necessário que cada um tenha acesso à educação, saúde de qualidade.

Recordou que, através da FAO, já houve uma acção de apoio à produção de vinho, o aumento de acesso à água, através de execução e equipamentos de furos, e como fazer uma gestão melhor e o aproveitar da água que existe na ilha.

JR

Inforpress/Fim

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