24 Abril 2018

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Requalificação turísticas de Salinas no Fogo: Esdime apresenta projeto de arquitetura

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A Esdime- Agência para o Desenvolvimento Local no Alentejo Sudoeste, Portugal, em parceria com a Câmara Municipal de São Filipe, faz na próxima segunda-feira,11, a apresentação pública do projeto de Arquitetura para Requalificação da Piscina Natural de Salinas. O evento acontece, a partir das 17 horas, na Escola EBI de São Jorge. Uma ação que conta com participacao da Associação dos pescadores, comunidade de São Jorge, Campanas e Galinheiro, com intuito da socialização do projeto. O arranque dos trabalhos no terreno deve acontecer no próximo ano.

O projeto “Ecoturismo na Piscina Natural de Salinas” tem um orçamento global de 476.666,40 €, a que foi atribuído um co-financiamento da UE num valor de 357.499,80 Euros que corresponde 75%, tendo como objetivo global a Diversificação da oferta turística do Fogo.

Requalificar toda a área da estância balnear de Salinas, torna a região mais atraente aos olhos dos turistas. É o despertar do Fogo, segundo agentes económicos locais, para um dos seus pontos mais emblemáticos – que tem todas as potencialidades de atracão turística de alto padrão, fincado na originalidade da ilha do vulcão.

Por outro lado, o envolvimento das comunidades próximas é o segundo foco, apostando-se na preservação ambiental, enquanto fator chave para dinamizar a economia da ilha. Mas para isso a autarquia precisa consciencializar a população, de modo a que ela tire proveito dos recursos sem descaracterizar o espaço, preservando-o para potenciar a atividade turística sustentável e solidária.

A fazer fé na nossa fonte, a requalificação física do acesso ao local é a prioridade do Projeto. Prevê, igualmente, a instalação de equipamentos de segurança, iluminação artificial, abrigo para os botes dos pescadores e áreas de lazer, que confiram a este local o selo de sítio de interesse turístico.

Situada na zona norte de São Filipe, a estância balnear é famosa pela sua grande piscina natural de água salgada, muito procurada pelos amantes de mergulho e pesca submarina. Está suficientemente perto dos destinos ideais para a prática do turismo de montanha e atividades náuticas.

Polémica com a demolição da unidade turística “Salina Turismo e Serviços”

A primeira unidade turística construída em Salinas de S.Filipe do Fogo-“Salina Turismo e Serviços” remonta aos anos 1992/93, quando se deu ao início de um Projeto turístico que consta de 5 quartos e casas de banho, uma sala de espetáculos com capacidade para 400 pessoas, uma esplanada e uma cozinha.

Apesar dos apelos dos sócios da “Salina Turismo e Serviços”, a Câmara Municipal de São Filipe desencadeou, em abril último a demolição daquela infraestrutura turística. Os sócios manifestam-se contra a decisão e recorreram ao Tribunal para repor a legalidade.

Esse caso da demolição da propriedade privada em causa revolta aos residentes no Fogo e emigrantes nos EUA. Para alguns munícipes, trata-se do primeiro grande ato de prepotência do Presidente da Câmara, Jorge Nogueira.

Conforme apurou este diário que, a autarquia decidiu demolir de forma unilateral a primeira unidade turística construída em Salinas para ser levado a cabo o Projeto “Ecoturismo na Piscina Natural de Salinas”, financiado pela União Europeia.

Como tinha descrito este diário digital, em reunião, no passado dia 26 de Março, em Boston-EUA, três dos quatro sócios do referido empreendimento concluíram que estão abertos a discutir qualquer proposta da Câmara Municipal de S. Filipe, mas avisam que recusam aceitar a posição unilateral tomada em relação à propriedade que lhes pertence.

A edilidade sanfilipense teria proposto ao procurador dos quatro sócios para “demolirem o prédio, já degradado, para que se possa materializar o projeto financiado pela União Europeia”. Porem, contra vontade dos donos o prédio foi demolido.

Soube o Asemanaonline, que a Câmara teria disponibilizado, como compensação aos proprietários residentes nos Estados Unidos da América, duas habitações no prédio Casa para Todos em Cobom. No entanto, esta proposta não satisfaz aos investidores referidos.

Estes desmentem que propriedade em causa esteja em adiantado estado de degradação, como alega o edil sanfilipense Jorge Nogueira. Confirmam que têm garantido a sua manutenção e um guarda para assegurar a integridade do investimento.

Os sócios de Salina Turismo e Serviços refutam também a ideia de que a propriedade esteja situada na orla marítima e que não houve concessão por parte das autoridades competentes para construírem ali. Por isso, manifestam-se estranheza em relação à essa afirmação, por consideram que não se trata do único investimento realizado, nos termos da lei, numa orla marítima em Cabo Verde.

Mais: os donos dizem-se indignados com o facto de nenhum deles terem sido contactados e avisam que dispõem de todos os documentos legais e o registo matricial com as contas em dia do referido empreendimento turístico.

Relativamente ao projeto de uma construção que não seja de betão armado como propõe a Câmara, os sócios estão dispostos a reconstruir, de base, uma infraestrutura que obedeça aos parâmetros que se enquadrem dentro de um propalado projeto de requalificação da União Europeia, caso isso venha a ser concretizado.

Os mesmos sócios lamentam que essa estância balnear atrativa e tão visitada do Fogo não possa contar com a já antiga promessa de instalação de eletricidade e água, que é uma antiga reivindicação não só desses investidores como de todos aqueles que têm frequentado essa praia, considera como a maior piscina natural de Cabo Verde. O sonho dos donos fica agora fica pelo caminho, com a sua demolição pela Câmara.

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