12 Dezembro 2017

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Ilha do Fogo. Delegacia de Saúde assinala o Dia Mundial de Luta contra Sida com realização de rastreio e despistagem da doença

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São Filipe, 01 Dez (Inforpress) – A Delegacia de Saúde de São Filipe assinalou o Dia Mundial de Luta Contra Sida, 01 de Dezembro, com a realização de uma feira para rastreio e despistagem do HIV/Sida e prestação de informações relativas a este doença.

Anabela Ortet, delegada de Saúde, substituta, disse a Inforpress que a participação das pessoas na feira decorreu em bom ritmo e com as pessoas a chegarem aos poucos durante o período que decorreu a feira, instalada no Alto de São Pedro, ponto de maior circulação de pessoas na cidade de São Filipe.

Segundo a mesma fonte, além de participação, não se registou nenhum caso de recusa da realização de teste para o rastreio, indicando que as pessoas receberam as informações relacionadas com o SIDA com interesse.

“A participação está melhor do que esperava, porque quando se trata de SIDA as pessoas são um pouco receosas, mas estão a participar, a ouvir as informações e a fazer o teste”, disse a delegada de Saúde substituta, indicando que nos testes realizados não se registou nenhum caso positivo.

Esta afirma que se houver casos positivos serão realizados mais um teste para confirmação e só depois a pessoa será encaminhada para a Delegacia para o seguimento.

Além do rastreio na cidade de São Filipe, a delegacia em parceria com a escola secundária Pedro Pires, em Ponta Verde, realizou uma feira de saúde nesta localidade, e técnicos da saúde, em colaboração com a escola privada Académica do Fogo, em São Filipe, na realização de uma palestra para os estudantes, para os informar, porque, conforme explica, “cada vez que as informações chegam nos jovens mais cedo melhor”, por ser a camada mais atingida por várias razões.

Os dados estatísticos relativos a São Filipe demonstram que em relação ao ano passado, registou um aumento de 20 pacientes em seguimento, tendo passado de 68 pacientes em 2016 para 88 em 2017.

Anabela Ortet indica que não são só de São Filipe, mas também pacientes de outros lugares que vieram para São Filipe e por isso a delegacia os incluiu no seu processo de seguimento, acrescentando que alguns desistiram e outras passaram a residir em outros espaços, mas a maioria está a ser controlado, seguido e em tratamento e não há caso de resistência.

A delegacia, segundo a mesma, tem feito um esforço educativo para mostrar que SIDA é uma doença que existe e que não tem cura e há que trabalhar na prevenção, porque, explica, “se não contrair a doença não se deve preocupar com tratamento”, adiantando que é uma doença crónica como as demais que tem de ser tratado todos os dias.

“Quando mais bem controlado a pessoas estiver mais tarde SIDA aparece que é a fase final em que o corpo fica deprimido”, disse Anabela Ortet, observando que esta fase pode ser atrasada com controlo e medicação diária.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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