23 Janeiro 2019

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Ilha do Fogo: Abastecimento de água, construção de estrada e assentamento na lista dos problemas dos deslocados

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São Filipe, 22 Nov (Inforpress) – A resolução do problema de abastecimento de água à comunidade, reconstrução de estrada e construção do assentamento continuam na lista das reclamações dos deslocados de Chã das Caldeiras, três anos após à erupção vulcânica de 23 de Novembro de 2014.

João Santos, um dos residentes na Caldeira, disse que as promessas feitas pelo Governo até hoje não foram materializadas e Chã das Caldeiras continua a enfrentar muitas dificuldades, como a falta de água, indicando que para complicar a situação, este ano, não se registou chuva na Caldeira.

“Ainda não vimos nada, estamos à espera”, disse João Santos, que ainda deposita alguma esperança na concretização das promessas, nomeadamente na construção do novo assentamento, que ficou sem qualquer decisão, da estrada que era uma promessa mas que hoje não se fala mais na sua construção depois da campanha.

Já Danilo Fontes, que tem sido critico em relação ao dossier “Chã das Caldeiras”, mostra-se pessimista em relação à execução e implementação dos projectos anunciados, afirmando que a população não pode executa-los de forma directa e que as autoridades não estão a dar nenhum sinal neste sentido.

Acrescentou que a população não tem esperança e não acredita na conversa das autoridades.

Com relação ao abastecimento de água, há cerca de quatro meses que foi executado, com sucesso, um furo de prospecção de água e que aguarda o seu equipamento e adução para abastecer a população que continua a comprar água auto-transportado a um preço exorbitante ou a consumir a pouca quantidade de água que cai em conta-gotas da nascente de Boca Fonte, mas que para alguns populares não tem qualidade para ser consumida.

Quanto à estrada de acesso, a única porta de entrada, ela não é confortável e se a população está acostumada, já os visitantes reclamam do seu mau estado.

“A estrada assim como está, além de desconfortável, fica mais longe e as pessoas desejam uma ligação mais rápida”, disse Mustafa Erem, para quem é necessário calcular os riscos de uma eventual erupção.

Este disse que é melhor arranjar a estrada que existe, sem destruir mais a natureza e a agricultura, ou construir uma nova, à beira das lavas, que resolve o problema de água e de chuva, mas este cenário tem a desvantagem de ser destruída pelas lavas, observando que as pessoas devem pensar sempre na próxima erupção e não fazer grandes investimentos que podem ser destruídos pelas lavas.

Além do abastecimento de água, construção de estradas, de novo assentamento, outros projectos anunciados para Chã das Caldeiras como a construção da adega definitiva ainda aguarda pela implementação efectiva.

O problema de educação, quer do pré-escolar como do básico, do primeiro ao quinto ano, foi seleccionado este ano lectivo e as autoridades dispõem de alguns projectos para a construção e módulos de uma estrutura escolar que integre o básico e pré-escolar, elaborados na Alemanha por um grupo de estudantes de arquitectura de uma universidade.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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