23 Março 2019

Video Notícias

  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8

lha do Fogo: Três associações pretendem mobilizar cerca de 30 mil contos para criação de um novo roteiro turístico na região Fogo e Brava

  • PDF
Partilhar esta notícia

 

São Filipe, 18 Nov (Inforpress) – Três associações da região Fogo-Brava pretendem promover um projecto de turismo comunitário sustentável como factor de geração de rendimentos, melhoria das condições socioeconómicas das pessoas e melhor integração das duas ilhas no roteiro turístico nacional.

As Associações são a Fogo Solidário “Afosol” e Copesca, da ilha do Fogo, e Brava Solidaria, da ilha Brava.

Segundo Eugénio Veiga, responsável do Afosol, que funciona como chefe de fila, pretende-se mobilizar cerca de 30 mil contos para a implementação desse projecto “turístico estruturante”, desenhado no passado mês de Junho.

A perspectiva, segundo explicação do responsável de Afosol, é criar um ambiente turístico diferente para a região Fogo e Brava, sendo que o nome do projecto é “criação de um novo roteiro turístico em Cabo Verde” que visa valorizar, por um lado, as localidades turísticas das duas ilhas, complementando as localidades clássicas.

O projecto visa, ainda, integrar a vertente mar no desenvolvimento turístico, criar um ambiente de complementaridade entre as ilhas do Fogo e Brava, além de desencravar Brava do ponto de vista turístico.

O projecto foi submetido à apreciação do ministro do Turismo na perspectiva do seu financiamento e no quadro do Fundo do Turismo, mas os promotores tem estado a estabelecer contactos com outros possíveis parceiros em Cabo Verde e no exterior, tendo o documento sido encaminhado recentemente à Coordenadora das Nações Unidas em Cabo Verde.

Eugénio Veiga disse que o projecto pode ser implementado de forma faseada e desde que o objectivo global seja cumprido é uma mais-valia para a região e criará um ambiente de competitividade forte nas ilhas do Fogo e da Brava.

Para os promotores, este projecto é uma inovação turística, visando a construção de um mercado turístico nas duas ilhas, diversificação de produtos, incorporação de novos sítios de visitas turísticas, protecção e valorização do ecossistema, particularmente das tartarugas e outras espécies no ilhéu.

O organizadores querem com o projecto fomentar as actividades geradoras de rendimentos, particularmente nas localidades mais deprimidas.

Segundo Eugénio Veiga, a ideia passa, também, pela valorização das riquezas do campo, redução das assimetrias e das desigualdades de oportunidades entre localidades e melhor qualificação do mercado turístico nestas duas ilhas.

O ilhéu, com vista ao seu aproveitamento turístico, passará a ser considerado no roteiro, complementando os casos clássicos, mas garantem os promotores que a vertente ambiental terá predomínio.

Até este momento, os promotores ainda não recebem qualquer reacção do Ministério do Turismo sobre eventual financiamento do projecto.

JR/JMV

Inforpress/Fim

Gostar disto:

GostoCarregando...

Relacionado
Leia ainda - Artigos mais recentes: