21 Outubro 2018

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Fogo: Inicio das obras de acesso ao hospital regional não impediu a realização da manifestação dos taxistas 

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São Filipe, 17 Nov (Inforpress) – O início dos trabalhos da reabilitação do troço de estrada que dá acesso ao hospital regional, não desmobilizou os taxistas do Fogo que promoveram uma manifestação pacífica para reivindicar melhoria nas estradas da ilha.

A manifestação estava agendada para as 09:30 desta sexta-feira, mas antes da concentração dos taxistas nas proximidades do hospital regional São Francisco de Assis, para realização de uma marcha de protesto, a edilidade de São Filipe, colocou no sítio um empreiteiro a “tapar” alguns dos muitos buracos e a demolir parte de betão colocado há menos de um ano.

Segundo o empreiteiro Raul “Bob” Fernandes, a obra era para iniciar há sensivelmente dois meses, o que não foi possível por coincidir com período de chuva e havia receio na produção de pedras adequadas para o calcetamento. Entretanto, indicando que de acordo com o projecto a edilidade decidiu retirar o resto de asfalto e betão, substituindo o piso por calçada em toda a sua extensão, de aproximadamente um quilómetro.

Explicou à Inforpress que vai dar prioridade à parte mais próxima do hospital que está mais degradada com calcetamento de uma via para não impedir a circulação de viaturas e depois a outra via e posteriormente a parte restante entre a escola secundária e a ribeira antes do hospital.

Não obstante a presença de máquinas e do início dos trabalhos, os taxistas realizaram a manifestação, pois, segundo o presidente da associação desses profissionais, a reivindicação contempla outros troços como os de Vale dos Cavaleiros, a Chã das Caldeiras e o troço entre Patim e Salto, que se encontram também em péssimas condições, além do acesso ao hospital regional.

Oteldino Rodrigues Alves, presidente da Associação Táxi-fogo, disse que não é esta intervenção que ia desmobilizar os taxistas porque já houve duas intervenções e no entendimento da classe é preciso uma intervenção de fundo nas estradas.

Para os taxistas e outros proprietários e condutores de outras viaturas como hiaces, entendem que o início das obras de reabilitação da via só aconteceu porque a associação comunicou há uma semana à edilidade da intenção da realização de manifestação.

O presidente da Associação Táxi-Fogo entende que o início das obras no dia da realização da manifestação constitui uma estratégia para enfraquecer a iniciativa que contou com algumas dezenas de táxis, hiaces e outras viaturas que utilizam com frequência o troço de estrada que dá acesso ao hospital regional São Francisco de Assis.

A manifestação partiu do hospital e percorreu algumas ruas da cidade de São Filipe e terminou depois de uma passagem pela praça defronte ao edifício de Paços de Concelho como forma de chamar atenção das autoridades.

JR/FP

Inforpress/Fim

 

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