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Ilha do Fogo: Alteração do nome do estádio municipal de Santa Catarina constitui uma vingança política – Pinto

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São Filipe, 16 Nov (Inforpress) – A alteração do nome do estádio municipal de Santa Catarina do Fogo, cuja primeira fase é inaugurada sábado, constitui uma “vingança política” que Pinto Veiga diz desconhecer e que só o edil pode revelar.

Pinto Veiga, gestor de empresa, emigrante nos Estados Unidos da América há quase 30 anos, antigo futebolista e natural de Cova Figueira, capital do município de Santa Catarina do Fogo, disse, quarta-feira em conferência de imprensa, que em 27 de Novembro de 2015 recebeu uma comunicação da edilidade a dar conta de que o campo de futebol passaria a chamar “estádio municipal Pinto Veiga” em sinal de reconhecimento pelo seu passado enquanto atleta.

A associação do seu nome ao recinto desportivo consta da deliberação 246/2017 da Câmara Municipal de Santa Catarina que foi recomendado pela comissão de toponímia, juntamente com atribuição de nomes a oito ruas da cidade de Cova Figueira, refere Pinto Veiga, indicando que Monte Pelado, nome atribuído ao estádio, refere-se ao sítio onde a infra-estrutura está localizada e não do estádio.

Para justificar a alteração do nome, a edilidade de Santa Catarina aponta que a atribuição desse nome pela câmara anterior não foi consensual entre os munícipes de Santa Catarina e que as infra-estruturas do Estado devem trazer nomes de pessoas que contribuíram para o desenvolvimento do seu território e não homenagear figuras que defendem mais os valores partidários do que o município.

Pinto Veiga diz ter ficado aborrecido com a declaração do presidente da Câmara de Santa Catarina, Alberto Nunes, observando que “é uma vergonha meter partido no meio disso” e esclarece que “colabora com todas as câmaras e que não entende o porquê da mudança do nome do estádio”.

“O problema está no tribunal, já temos advogado constituído mas não é por causa da retirada do nome, porque todos me conhecem por aquilo que fiz no futebol e durante 24 anos que joguei como amador sem nunca ter sido admoestado com um cartão amarelo”, disse Pinto Veiga, que promete continuar a colaborar, aqui como nos Estados Unidos da América para o desenvolvimento do município, seja no desporto ou noutras áreas, porque o seu partido “é desenvolvimento de Cabo Verde”.

Pinto Veiga afirma ainda que o edil, que classifica como uma “pessoa cínica e de duas caras,” quer que ele escreva o MpD no peito ou esteja a entrar e sair do edifício dos Paços do Concelho para que o nome permaneça no estádio, mas que isso não vai acontecer.

Pinto Veiga, que foi campeão nacional de futebol pela equipa do Botafogo e duas vezes vice-campeão nacional a representar as cores da mesma equipa, iniciou a sua carreira futebolística no Seminário São José (Praia) entre as épocas de 1964 a 1969, Académica de São Vicente nas épocas de 1969 a 1971, e Académica da Praia entre as épocas de 1972 a 1974, e foi nessa equipa que deslocou em 1974 à ilha do Fogo para participar no torneio de primeiro de Maio.

Foi nessa altura que foi convidado, devido ao jeito que tinha para o futebol para jogar no Botafogo na época 1974/75, tendo permanecido nesta agremiação até a data que emigrou para os Estados Unidos da América, a 17 de Julho de 1988, devido ao amor e dedicação pelo desporto (futebol).

Além do título de campeão nacional e de vice-campeão nacional por duas vezes, a nível regional conquistou o título de campeão do Fogo por mais de uma dezena de vezes, vários torneios, quer a nível regional como nacional, defrontou equipas internacionais, facto que levou a anterior câmara a atribuir o seu nome ao estádio municipal de Santa Catarina, observando que mesmo no seu município foi treinador de equipas locais e tem estado a apoiar com materiais desportivos e equipamentos.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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