26 Junho 2019

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Ilha do Fogo: “Fogo Solidário” lança campanha internacional para mobilizar recursos e mitigar efeitos do mau ano agrícola

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São Filipe, 16 Nov (Inforpress) – A Associação Fogo Solidário “Afosol”, presidida pelo ex-autarca Eugénio Veiga, lançou uma campanha internacional, através da ONG VAAZ, com sede nos Estados Unidos da América para mobilização de recursos para mitigar os efeitos do mau ano agrícola.

Face à confirmação do mau ano agrícola e aos anúncios avulsos que vêm sendo feitos pelas autoridades nacionais e locais, como membro da Associação Fogo Solidário “Afosol” “a preocupação é maior” porque a situação social se agrava a cada dia que passa e os sucessivos anúncios não vêm sendo acompanhados de acções concretas no terreno, refere Eugénio Veiga.

Segundo o mesmo, perante o cenário que se vive nas localidades, a associação decidiu lançar uma campanha internacional através de uma ONG internacional, mas também decidiu fazer um apelo através da Coordenadora das Nações Unidas, na perspectiva de se encarar a ilha do Fogo como prioritário em termos de intervenção, por ser tão agrícola ou mais agrícola que qualquer outras ilhas.

Linha de crédito para salvamento de gado, na opinião de Eugénio Veiga, deve ter um caracter eminentemente social e não a lógica empresarial, porque é uma situação de anormalidade e os recursos nacionais, municipais e da comunidade internacional devem ser mobilizados para apoiar gratuitamente as famílias mais carenciadas.

O montante anunciado de 50 mil contos para salvamento de gado é manifestamente insuficiente assim como o montante de 800 mil contos anunciados é insuficiente para todo o Cabo Verde, refere o presidente de Afosol para quem as autoridades têm falhado e neste momento não deviam estar a falar na mobilização, mas ter uma visão global para as intervenções.

A situação actual apresenta riscos de degradação exponencial do nível de vida de aproximadamente 850 famílias, até meados de Julho do próximo ano, mais de dois terços dos animais (caprinos e bovinos) passam por dificuldades e o abandono da escola por crianças das famílias mais pobres afigura-se eminente, além da vulnerabilidade da saúde, problema da distribuição de água em áreas ainda não abrangidas pelas redes públicas e aumento da taxa de desemprego.

Face à situação, a Afosol preconiza mobilizar 12 mil contos para um programa mínimo de emergência para complementar as acções das autoridades, visando o salvamento de gado (apoio com ração, água e medicamentos para animais), no valor de 9000 contos, apoio humanitário para garantir a sobrevivência das populações mais vulneráveis, no valor de 1200 contos.

Igualmente prevê-se uma intervenção especializada em benefício dos estudantes das famílias mais vulneráveis, através de material escolar, roupas, propina e refeição, no valor de 400 contos, segundo Eugénio Veiga, observando que se trata de um programa mínimo de emergência complementar porque a ilha do Fogo precisa de muito mais para fazer face ao mau ano agrícola.

A Afosol convidou a coordenadora das Nações Unidas a visitar a ilha, mas, segundo o seu presidente, as autoridades locais deviam e devem convidar a representante das Nações Unidas, corpo diplomático, representante da União Europeia e autoridades governamentais a visitar a ilha para terem a noção da gravidade da situação e considerar a ilha como prioritária nas intervenções para debelar o mau ano agrícola.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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