24 Novembro 2017

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Ilha do Fogo: Implementação do protocolo de gestão de água para agricultura analisada quarta-feira entre responsáveis da ANAS e Águabrava

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São Filipe, 08 Nov (Inforpress) – A implementação do protocolo para a transferência e exploração das infra-estruturas hidráulicas no Fogo e a gestão de água para agricultura à empresa Águabrava vai estar em análise esta quarta-feira num encontro entre os responsáveis da ANAS e Águabrava.

O protocolo entre Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS) e a empresa Águabrava foi celebrado a 21 de Julho e previa que a partir de 01 de Agosto, a Águabrava ia reassumir a gestão da água para agricultura na região Fogo e Brava, mas passado mais de três meses, a água para agricultura continua sob a gestão da delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente.

José Rodrigues, administrador/delegado da Águabrava, disse à Inforpress que a empresa vai assumir a gestão quando o Ministério da Agricultura e Ambiente disponibilizar verbas para a reabilitação do sistema (parte hidráulica e aquisição de duas bombas), num valor de 50 mil contos, segundo levantamento efectuado e encaminhado ao titular da pasta da Agricultura.

Além disso, explica, a empresa aguarda o fornecimento de um cadastro de todos os agricultores existentes e as respectivas parcelas cultivadas, já que não há água suficiente que permita o aumento de área cultivada e nem de número de agricultores.

Outra exigência da empresa Águabrava é no sentido dos agricultores com dividas para com Águabrava, num total global de mais de 10 mil contos, estejam dispostos a negociar o pagamento da dívida em prestações e de acordo com a capacidade financeira de cada um, antes de ligação de água para agricultura.

Dados disponibilizados pelo responsável da Águabrava indica que neste momento, explorando os quatro furos para agricultura, o Ministério consegue disponibilizar diariamente cerca de 480 metros cúbicos.

Indicou que a empresa, assumindo a gestão e com os investimentos necessários, poderá triplicar a disponibilidade de água para agricultura na zona sul e centro, fornecendo 1.320 metros cúbicos de água/dia aos agricultores.

José Rodrigues disse que, caso após assumir a gestão, a empresa vai fazer um controlo mais apertado, porque tem conhecimento de pessoas que fazem parte da lista de agricultores e com água neste momento a 55 escudos por metro cúbico, que não praticam agricultura e fazem negócios com a venda de água para construção civil e para produção de blocos.

Estas questões vão estar em análise, durante a visita de um dia, o primeiro, que o novo presidente de Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS), Miguel Ângelo Moura, efectua à ilha nessa qualidade.

Com o protocolo, que ainda está por implementar, a Águabrava assume a gestão e exploração dos furos e nascente, comprometendo-se a distribuir de água até as parcelas dos agricultores, através da colocação de água a cerca de 665 metros de altitude no reservatório de Patim (sul), Pedro-Homem (norte) e nos Mosteiros, na zona do Trás do Monte Sumbango e o abastecimento de água para consumo domestico a população de Ferreiros (Brava), sendo que o preço passaria dos 55 escudos actuais para 70 escudos por metro cúbico, devido ao pagamento do Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA).

JR/JMV

Inforpress/Fim

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