24 Novembro 2017

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Ilha do Fogo/Mau Ano agrícola: As propostas avulsas apresentadas são demasiadas primárias para uma situação tão grave vivida pelo município – GPAIS

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São Filipe, 04 Nov (Inforpress) -As propostas avulsas do plano de emergência, apresentadas pela edilidade, são demasiadas primárias para uma situação tão grave como a que se antevê para São Filipe, e não é suficiente para mitigar os efeitos do mau ano agrícola.

Esta afirmação é do vereador sem pasta na edilidade de São Filipe, eleito pelo Grupo Por Amor Incondicional por São Filipe (GPAIS), Luís Pires, que sexta-feira, em conferência de imprensa, anunciou um pacote de medidas que devem ser implementadas para fazer face ao mau ano agrícola e a situação dramática por que passa a população.

Luís Pires considera que a ratificação do orçamento de 2017 para permitir implementação de algumas actividades poderia ser uma das medidas para debelar a situação, mas adianta que a medida de maior profundidade passa pelo associar os projectos de desenvolvimento à sobrevivência da população no quadro do plano de actividades e orçamento de 2018, que já deviam estar aprovados, mas que ainda a Câmarasequer os elaborou.

“É gravíssimo que a ´Camara-lenta` de São Filipe não tivesse, pelo menos até 20 de Outubro, data da ultima sessão, um plano de emergência, e as informações avulsas dando conta de propostas e valores totalmente desajustadas com a triste realidade que se vive em São Filipe”, disse Luís Pires, indicando que para um ano difícil que se antevê, menos de 150 mil contos (mais do dobro anunciado pelo edil que é de 70 mil contos), só para determinadas acções seria mau para a população de São Filipe.

Segundo o ex-edil “é visível, a olho nu, a desgraça que paira sobre o município”, destacando que se em anos normais 70 mil contos não seria suficientes ara satisfazer as vulnerabilidades normais, num ano de crise e de eminente situação dramática, o plano municipal de emergência devia ser mais abrangente, ambicioso, envolvendo outros sectores e agindo de forma paralela junto do Governo para diminuir determinados custos e aumentar os recursos para minimizar a situação.

No pacote de medidas defendidas pelo vereador de GPAIS constam a diminuição dos custos alfandegários para os “bidões” que chegam da América, a redução do preço de água para regadio, do milho/ração e água para os criadores de animais, assumir de forma gratuita e conforme a promessa de campanha as propinas do sétimo ao décimo segundo ano de escolaridades.

Aumentar o número e o valor dos subsídios para estudantes em formação profissional e superior, socorrer as famílias mais vulneráveis e sem rendimentos, realização de obras nas localidades mais afectadas, acelerar o projecto de ligação de água a Campanas de Cima, transporte de água para as zonas sem acesso a rede, fazem parte do pacote.

Igualmente , constam da lista das medidas a concessão de ajuda médica e medicamentosa às pessoas mais pobres, aceleração da implementação dos projectos municipais, resolver o grave problema de apanha de areia, reduzir custos de combustíveis para os pescadores, antecipar os 45 mil postos de trabalho a nível nacional, mobilizar com visão e sentido de oportunidade mais projectos públicos e privados para São Filipe e a ilha.

Como o plano anunciado pela edilidade não foi apresentado para aprovação no órgão próprio, que seria uma sessão da Câmara, Luís Pires entende que o valor poderá ter sido calculado com base no montante indicado pelo Governo, que é demasiado exíguo, indicando que se Porto Novo pede 200 mil contos São Filipe não podia pedir nunca apenas 70 mil contos.

Para o vereador do GPAIS, a câmara não pode ficar de braços cruzados e deve agir de outras formas junto de possíveis parceiros de solidariedade, accionando a cooperação descentralizada, emigrantes, ONG, mobilizando recursos como outrora foi feito.

A conferência de imprensa foi dada a meio de um encontro do GPAIS com camionistas, operadores económicos, proprietários de viaturas para em conjunto analisar a grave situação de areia, com a suspensão há mais de um ano da extracção na praia de Fonte Bila, com consequências para o sector da construção civil, comércio, profissionais liberais e trabalhadores que estão de braços cruzados e sem uma solução à vista.

Luís Pires, contrariamente aquilo que aconteceu em 2014, em que era o presidente da edilidade, disse que com grande sentido de responsabilidade, o seu grupo continua ao servir do bem e por isso vai subscrever tudo que seja bom para São Filipe e apresentando as melhores propostas possíveis para minimizar os efeitos do mau ano agrícola.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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