24 Novembro 2017

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Ilha do Fogo: “O que preocupa a população é o paradeiro das verbas para reconstrução de Chã orçamentadas em 2016 e 2017” –  PAICV

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São Filipe, 03 Nov (Inforpress) – A população de Chã das Caldeiras “está desanimada e preocupada” em saber onde foram parar as verbas para reconstrução desta localidade previstas nos Orçamentos do Estado de 2016 e 2017 e “não acredita na tão propalada e falada solução”.

Os deputados do PAICV para o círculo eleitoral do Fogo, Eva Ortet e Nuías Silva, que esta semana reuniram-se com a população de Chã das Caldeiras, afirmam que “falta o cumprimento de todas as promessas feitas pelo Governo”, indicando que neste momento está-se a falar do plano de Chã das Caldeiras, que ainda não está pronto e não se sabe quando a população e os técnicos terão conhecimento do que se vai fazer.

Do encontro com a população os deputados dizem estar preocupados por ter constatado um sentimento de desânimo, porque não há acção prática no terreno que efective os vários Orçamentos do Estado que já foram aprovados e contemplam Chã das Caldeiras.

“O Orçamento do Estado (OE) de 2016 contemplava Chã das Caldeiras, enquanto problema de emergência com um valor de mais de 600 mil contos para resolução do problema, em 2017 foram orçamentado cerca de 300 mil contos para acções em Chã das Caldeiras e no OE de 2018 contempla de novo verbas para Chã das Caldeiras”, afirmam os deputados, que vão continuar a exigir que o Governo resolva os problemas e cumpra as promessas e compromissos assumidos já que a população está a sofrer e a passar por dificuldades.

A situação, devido ao mau ano agrícola e seca “vai agravar-se” e é necessário exigir ao Governo para cumprir as promessas e resolva os problemas de Chã das Caldeiras assim como resolve os problemas de vários espaços do território nacional, porque também Chã das Caldeiras faz parte de Cabo Verde e é uma situação preocupante que exige medidas condizentes a sua conclusão, colocando as pessoas em primeiro lugar.

A população, segundo os deputados, enumeraram todos os compromissos, desde a construção de mais 43 quartos nas casas de Monte Grande e Achada Furna, que já não se fala, passando pelo assentamento, acrescentando que por aquilo que ouviram no encontro “há uma certa discriminação da população em função da cor política e partidário” e não há critérios para elaboração da lista.

Os deputados do PAICV afirmam que recentemente um membro do Governo anunciou que o plano de emergência para Santo Antão está 100 por cento executado para repor a normalidade, o que é de congratular-se, mas, em contrapartida, afirmam que em quase dois anos, o plano de emergência para Chã das Caldeiras, apesar de orçamentado não foi ainda executado nem a 50 por cento.

Este facto preocupa os parlamentares e a própria população, relembrando que não é uma questão meramente partidária, já que o presidente da Assembleia Nacional, aquando da sua visita, “ficou convicto” de que o plano de emergência de Chã deve ser acelerado.

JR

Inforpress/Fim

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