11 Dezembro 2017

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Ilha do Fogo: Quem herdou tanto dinheiro não podia estar ainda à espera de mais boleia para trazer novidades para São Filipe – Luís Pires

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São Filipe, 06 Out (Inforpress) – O líder do Grupo por Amor Incondicional a São Filipe (GPAIS), Luís Pires, disse quinta-feira, numa conferência de imprensa que quem herdou tanto dinheiro projectos não podia estar ainda à espera de mais boleia para trazer novidades para São Filipe.

Luís Pires, que falava sobre a análise feita pelo edil Jorge Nogueira, sobre as contas de gerência de 2016, esclarece que elas estão “erradas e foram aprovadas à margem da lei, porque está incompleta, amputando dados e com erros graves”.

Observou que mesmo sem orçamento, que maldosamente não foi aprovado pelo MpD, e no meio de seca terrível e da erupção vulcânica, deixou milhões de contos em projectos, herança que no dizer do mesmo corre “sérios riscos de ser desbaratada por uma câmara que ainda não trouxe nenhuma novidade”.

A título de exemplo, indicou os projectos como financiamento para projectos de reabilitação de escolas, requalificação de Salinas e a estrada de acesso, materiais de canalização e todos os acessórios para levar água até Campanas de Cima, projecto para o centro de estágio desportivo, negociação para construção de ecoparque, orçados em vários milhares de contos, que, segundo o mesm,o “esta câmara preguiçosa, sem visão, sem ideias e sem projectos” não foi capaz ainda de dar seguimento.

Para Luís Pires, o edil Jorge Nogueira ainda acha que está na oposição e só reclama ao invés de cumprir o seu papel que é trabalhar, acrescentando que precisa estudar alguns conceitos e adoptar boas práticas de gestão, porque “está definitivamente provado que vem faltando escandalosamente à verdade”.

Para justificar a sua posição, indica que de forma demagógica, Jorge Nogueira mistura de forma propositada, para enganar aqueles que não conhecem a lei, as reuniões de 2016 e 2017, mas que apesar disso “é notória a ilegalidade na realização das reuniões mensais obrigatórias”.

Segundo Luís Pires, o MpD elaborou erradamente as contas que foram, ilusoriamente aprovadas, na câmara pelos vereadores do MpD, observando que não é “acenando no ar a capa de um falso relatório que o presidente justifica que as contas estejam certas”.

“Jorge Nogueira fingindo-se de rigoroso apresenta o saldo fictício como se fosse uma grande descoberta. O saldo fictício que se arrasta desde muito antes de 2012, foi relatado em todas as contas enviadas ao Tribunal de Contas, solicitando a sua correcção, através de órgãos de controlo externo competentes e não deviam ser amputadas por vontade própria”, disse Luís Pires, indicando que o actual edil teve informações na passagem dos dossiês.

Além de esclarecer os aspectos relacionados com as contas de gerência de 2016, Luís Pires, acusa o actual edil de ter adjudicado obras para reabilitação das escolas de Patim, Campanas de Baixo, Escola Grande e conclusão do campo de São Lourenço, “à margem da lei” e sem concurso públicos, porque, explicou, caso tivessem sido lançados concursos teriam de passar pela homologação da câmara o que não aconteceu.

“Não é levantando umas pastas para cima, que nunca foram apresentadas na câmara que se justificam homologações de obras com dinheiro público disponível a 100 por cento (%) sem nenhuma seriedade e transparência”, afirma.

Com relação aos inventários, o líder do GPAIS espera que o edil “não invente mais nada”, assegurando que está “tranquilo e sereno”, como sempre, porque “quem não deve não teme”.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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