21 Outubro 2017

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Ilha do Fogo: Agricultores de Chã das Caldeiras apreensivos com insuficiência de chuvas

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São Filipe, 02 Out (Inforpress)- Os agricultores de Chã das Caldeiras mostraram-se,  sábado, durante a visita do presidente do Parlamento, apreensivos com insuficiência e atraso na queda das chuvas..

A pouca precipitação caída no final de Agosto não foi suficiente para permitir aos agricultores da Caldeira fixar as plantas que dispõem em viveiros, mas também temem pela não sobrevivência das poucas que foram fixadas.

Normalmente,  em Chã das Caldeiras e zonas altas da ilha,  as plantas são afixadas no período de chuvas e não há rega de compensação para garantir a sobrevivência devido a falta de água.

Eduino Lopes, um dos viticultores e proprietário de parcelas agrícolas em Chã das Caldeiras, onde produz frutos diversos, feijões, batatas e outros, disse que até este momento procedeu apenas a ratificação das plantas que não sobreviveram de anos anteriores e que dispõe de mais de duas mil plantas para plantar mas que não o fez ainda  porque o solo está seco e não há como fazer rega de compensação.

Este agricultor diz ter construído, depois da erupção, uma cisterna com alguma capacidade para captar água das chuvas mas até este momento dispõe de pouca quantidade.

“Não tenho água e tenho muitos animais e também não há pastos. E sem água tudo torna-se difícil em Chã das Caldeiras”, disse Eduino Lopes, indicando que o cenário do ano agrícola é preocupante, quer a nível de produção de feijão-congo de que a localidade tem grande potencialidade, quer a nível de pecuária, produção de tubérculos, pastos, além do problema de água.

A preocupação de Eduino Lopes é partilhada pelos outros agricultores da Caldeiras que estão esperançados na queda de chuvas ao longo de Outubro, porque segundo os mesmos “a chuva é sempre uma riqueza” e traz benefícios.

Em relação a água para consumo humano, Chã das Caldeiras é abastecida através de água auto-transportada por um camião cisterna gerida pela Câmara Municipal de Santa Catarina e alguns, com mais meios, adquire a água através de camião da empresa Águabrava ou de viaturas de menores dimensão.

O furo de prospecção de água executado há dois meses, com sucesso, aguarda pelo seu equipamento, o que deverá acontecer até final do ano, segundo informações repassadas ao presidente do Parlamento.

As cisternas familiares recuperadas ou construídas para captar a água da chuva revelam-se insuficientes para as demandas da população.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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