11 Dezembro 2017

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Fogo:Fortes ventos desanimam os “homens do campo”

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Depois de surgimento de algumas pragas e a falta de chuvas, os fortes ventos que se fazem sentir nos últimos dias estão a deixar preocupados os agricultores da ilha do Fogo. O estado do ano agrícola na ilha varia consoante as localidades e latitudes. De acordo com os agricultores, a situação é preocupante em toda a ilha. É que a falta das chuvas dificulta o crescimento normal das plantas e a produção de pastos para os animais, que constitui a preocupação maior neste momento no fogo.

Nas zonas altas dos Mosteiros - Ribeira Ilhéu, atalaia, Cutelo Alto e Pai António - os camponeses começam já a provar os frutos das primeiras sementeiras – realizadas no mês de Julho nas zonas altas do Fogo, como Atalaia, Ribeira Ilhéu, Pai António. Por enquanto, a quantidade dos produtos verdes é reduzida – e não cobre a sua grande procura pelos cidadãos mosteirense.

Já em Santa Catarina, as esperanças são poucas animadoras com o forte vento leste que fustiga as plantações, seca a humidade do solo e leva as plantas a um estado de stress hídrico. E se a isso juntarmos as pragas de tartaruga e gafanhoto, o cenário é ainda pior.

O A Semanaonline falou com vários agricultores que afirmam que até a última semana as perspectivas eram animadoras, mas o forte vento leste que fustigou as plantas nos últimos dias deitou abaixo as esperanças dos homens do campo.

Mas há também problemas nas zonas de produção de pastagens: os animais passam por grandes sacrifícios alimentares, caso não chover nos próximos dias. Alguns criadores avisam que correm o risco de perder os seus rebanhos.

Nas outras localidades ao norte de São Filipe, as plantas estão avançadas - há zonas onde estão a fazer as segundas mondas. As plantas desenvolvem-se normalmente. As fortes ventanias com o escassez das chuvas ali reinante também desanimam os trabalhadores da terra.

Mesmo diante desse cenário menos positivo, alguns agricultores mostram-se esperançados perante o ano agrícola. “Parece castigo, mas como a esperança é a última a morrer, a nossa fé para um possível ano agrícola continua ” exprimem, mostrando-se preocupados com o estado actua da «ázágua» na ilha do vulcão.

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