21 Outubro 2017

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Ilhas do Fogo e de São Nicolau têm grande potencial para um produto de altíssima qualidade turística – Eugénio Inocêncio

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São Filipe, 30 Set (Inforpress) – As ilhas do Fogo e de São Nicolau têm um grande potencial para oferecer um produto de altíssima qualidade turística, considerou o vice-presidente da Câmara do Turismo de Cabo Verde, Eugénio Inocêncio.

Eugénio Inocêncio que foi orador num dos painéis da conferência realizada esta sexta-feira, no quadro da inauguração do auditório Padre Pio Gottin, disse que todas as ilhas têm o seu potencial próprio, mas que a ilha do Fogo tem uma concentração muito acima da média nacional, de habitações antigas e com capacidade para se transformar rapidamente numa oferta de turismo de habitação.

Além desta vertente, disse que a ilha tem muitos vestígios materiais da história do passado, 200 ou 300 anos, alguns estão de pé, e outros, é relativamente fácil melhorar e torna-los mais aprazíveis, sem contar com os elementos fundamentais da natureza à volta do vulcão “que é uma oferta turística fantástica”, precisou.

Em relação à ilha de São Nicolau, destacou o facto de existirem vestígios de casas senhoriais e em número bastante elevado, que podem ser transformadas com facilidades numa oferta turística residencial, observando que são essas duas características, além de outros aspectos culturais e históricos, que o levou a dizer que as duas ilhas têm potencialidades.

Com relação à ilha do Fogo, Eugénio Inocêncio disse que a Câmara de Comércio vai trabalhar com a recém-criada Associação de Turismo do Fogo neste sentido como tem estado a fazer com a ilha de São Nicolau.

Ao participar no painel “as potencialidades e desafios da agricultura, ambiente e turismo na região Fogo, Brava e Ilhéus”, nomeadamente com o subtema “turismo: uma alavanca de desenvolvimento”, Eugénio Inocêncio disse que a sua intervenção se inscreve no quadro da criação da Associação Turismo do Fogo e com isso responder à questão de como vai ser o turismo no furo próximo.

Segundo o mesmo, o turismo tem algumas características próprias como a concentração em duas ilhas (Sal e Boa Vista), concentração dos emissores, essencialmente Europa, a sazonalidade, indicando ainda que o turismo tem um peso grande na economia, 24 por cento (%) da riqueza produzida anualmente (PIB), 20% do emprego e cerca de 20% das receitas públicas.

O vice-presidente da Câmara de Turismo disse que há um novo modelo de turismo que está espelhado no Plano Estratégico Sustentável de Desenvolvimento, aprovado recentemente pelo Governo e parceiros sociais, tendo definido esse novo modelo como um turismo de circulação onde uma das plataformas central é o turismo, mas existindo outras como a plataforma área, a financeira, a digital, de investimento e de comércio e industrial em que o turismo ocupa a parte central do sistema.

Ao definir essa problemática, Eugénio Inocêncio destaca o papel de protagonista do empresariado nacional que classificou como “patriotismo económico” para demonstrar que o empresário deve estar envolvido em todo o processo económico e em todos os momentos para poderem ser partes na definição dos caminhos e serem capazes de reter uma parte importante do valor que o país induz, acrescentando que os fluxos económicos gerados por estas plataformas dinâmicos de turismo têm de beneficiar sectores tradicionais como agricultura, pecuária e pescas.

Conforme indicou, a Câmara vai criar associação de turismo em todas as ilhas no decorrer deste ano para, no primeiro trimestre de 2018, transformar a Câmara de Turismo numa federação das várias associações como forma de dar força, visibilidade e informação à Câmara, melhorando a sua capacidade de intervenção desse processo que vai ser acelerado na diversificação do turismo em Cabo Verde.

A parte respeitante às potencialidades e desafios da agricultura e ambiente esteve a cargo do delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), Jaime Ledo, que destacou as políticas públicas para a modernização do sector agropecuário e a sua valorização.

JR/FP

Inforpress/Fim

 

 

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