26 Setembro 2017

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Fogo: Não há vontade e interesse política para satisfazer as necessidades da população da ilha – CPR PAICV

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São Filipe, 05 Set (Inforpress) – A Comissão Politica Regional (CPR) do PAICV considerou terça-feira em São Filipe que “não há vontade e interesse políticas” do actual Governo para satisfazer as necessidades da população da ilha.

Numa conferência de imprensa para dar a conhecer o resultado da última reunião deste órgão regional, realizada no final de semana, nos Mosteiros, onde a situação interna do partido e o processo de renovação das estruturas regionais e locais, assim como a análise crítica da situação e problemas que assolam a ilha, o PAICV, através de Fábio Vieira e Renato Delgado, exige que o primeiro-ministro se posicione sobre as grandes promessas para a ilha e que dê sinais das soluções.

“Face aos problemas que assolam a ilha e para os quais o Governo ainda não encontrou as soluções”, a CPR considera estar perante um “governo de cosmética, sem ideias e sem soluções viáveis de governação”.

“A má gestão da questão de Chã das Caldeiras evidencia que o Governo não tem sido eficiente nem eficaz na resolução dos problemas, não obstante estar mais tempo a lidar com este dossiê do que o governo anterior”, adiantaram os oposicionistas.

O PAICV apontou como exemplo “de má gestão a indefinição do local do novo assentamento, atraso na construção da adega definitiva, falta de autoridade para impedir a construção apesar de ter criado uma lei especifica, atraso no pagamento de rendas”.

Perante este cenário, a CPR do PAICV classifica as políticas do actual Governo de “desacertadas e medíocres” para com a população de Chã.

Em relação ao assentamento, este partido salienta que há um grande retrocesso porque antes das eleições existia projecto e local definido, mas que quando o MpD assumiu o poder, o primeiro-ministro, não só anunciou que o novo assentamento não seria em Achada Furna, como indicou que o mesmo seria em Monte Amarelo (Chã das Caldeiras) e por isso a população quer que ele cumpra a sua promessa e resolva aquilo que é a “maior ansiedade da população de Chã”.

Outra situação que mereceu reparo desta órgão regional do PAICV é o sector de agricultura e pecuária.

Segundo Fábio Vieira, existe uma letargia do Governo no sector e as “politicas não têm sido assertivas”.

Como exemplo, destacou “a falta de apoio concreto no combate às pragas e a inexistência de um técnico veterinário nos Mosteiros para apoiar o sector, já que a técnica que foi nomeada abandonou o serviço, por falta de condições mínimas de trabalho e salário em atraso”.

O atraso na reparação do troço entre Campanas e São Jorge, que põe em perigo a vida de muitas pessoas, sobretudo nesta época de chuvas, com a possibilidade de ocorrência de deslizamento de terra, a conclusão das obras do anel rodoviário, são outras situações que, segundo a CPR do PAICV, a população aguarda com “muita expectativa”.

Para os oposicionistas, a conclusão dessas obras não podem ser justificadas com morosidade na conclusão de estudos e de mobilização de financiamentos necessários, porque, no dizer da CPR, o MpD, partido que suporta o governo, tinha antes das eleições todas as contas feitas e as melhores soluções de governação.

A CPR recorda que as preocupações Chã foram o “cavalo de batalha” das eleições de 2016 e que galvanizou o MpD para a vitória.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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