18 Agosto 2017

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Turismo na ilha do Fogo é a sobra das outras ilhas de Cabo Verde – Carlos Fernandinho

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São Filipe, 10 Ago (Inforpress) – A ilha do Fogo continua a ter o turismo que resta das outras ilhas de Cabo Verde e não o turismo ideal e condizente com as suas potencialidades, considera o presidente da câmara dos Mosteiros, Carlos Fernandinho Teixeira.

A ilha com o seu vulcão, que constitui o exis-libris e funciona como “miradouro do atlântico”, ainda não dispõe das condições essenciais para o fomento do turismo interno e, segundo o edil dos Mosteiros, os sucessivos governos não criaram as condições não só para trazer mais turistas, mas para aumentar a permanecer na ilha.

O autarca defende a necessidade de melhorar as condições para o desenvolvimento do sector, como sejam a comunicação inter-ilhas (transportes), um aeroporto de médio porte internacional, estrada de terceira geração, infra-estruturas portuárias em condições, observando que não se pode pensar num turismo de qualidade, sem investimento nestas áreas.

Carlos Fernandinho, que participou quarta-feira, 09, na sexta mesa de diálogo do projecto FATA, disse que da apresentação das fortalezas e fraquezas ligadas ao sector do turismo, depreende-se que as fraquezas pesam mais que as fortalezas porque o Poder Público não criou as condições essenciais para o fomento do turismo.

“Os investimentos feitos nas ilhas do Sal e da Boa Vista são investimentos públicos, e querem mais investimentos, obrigando que jovens de outras ilhas, nomeadamente do Fogo, procuram estes espaços para uma vida condição”, observa o edil, para quem o Governo deve fazer investimentos públicos nas outras ilhas para que os jovens possam ficar nas ilhas de origem.

Segundo o mesmo, da apresentação da evolução do sector do turismo, feita pelo director-geral o Turismo, verifica-se que há uma “excessiva concentração” nas duas ilhas e que é necessário fazer uma descentralização para criar as condições nas demais ilhas para evitar a descriminação.

Este indica que no quadro do Fundo do Turismo, por exemplo, a ilha do Sal vai receber mais de 190 mil contos, enquanto o seu município (Mosteiros) vai receber cerca 600 contos (cerca de 0.31 por cento) e Santa Cataria do Fogo, pouco mais de 100 contos, acrescentando que “há uma discrepância enorme” o que permite as duas ilhas continuar a investir fortemente no turismo.

O edil dos Mosteiros indica que “felizmente” o Governo alocou mais de 200 mil contos para outros municípios, o que vai permitir a cada um receber cerca de 10 mil contos, acrescentando que assim que o seu município receber o montante vai investir em algo que funciona como “fluxo turístico de excelência” e será baptizado com o nome de “discriminação positiva do turismo”.

JR/AA

Inforpress/Fim

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