17 Julho 2019

Video Notícias

  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8

Mosteiros: Dezenas de pessoas continuam a extrair inertes em áreas de riscos apesar de proibição

  • PDF
Partilhar esta notícia
São Filipe, 06 Out (Inforpress) – Dezenas de chefes de famílias continuam a extrair inertes (areia e jorras) em locais de riscos, colocando a própria vida em causa, ignorando a proibição decretada, no mês passado, pela edilidade dos Mosteiros. Na zona litoral, sobretudo entre Murro e Fajãzinha, onde, no espaço de menos de um mês, duas pessoas (um homem e uma mulher) perderam a vida, na segunda-feira, dezenas de chefes de famílias estavam na faina de extracção de inertes nas praias, muitas delas situadas debaixo de rochas e falésias, algumas com mais de 200 metros de altura. No sítio onde ocorreu o último acidente e que vitimou um homem, as pessoas construíram, inclusive, uma espécie de caminho no rochedo, assim como vala (canal) por onde a jorra extraída é encaminhada até junto ao mar para depois ser transportada para a estrada. O vereador da protecção civil da Câmara Municipal dos Mosteiros, Jaime Monteiro Júnior, em declarações à Inforpress reconhece que, apesar da interdição, as pessoas continuam a fazer extracção de inertes nas zonas de perigo, admitindo por isso que a edilidade deve adoptar medidasmais vigorosas para desincentivar esta prática, evitando que se regista mais perda de vidas humanas. Este responsável acrescentou que a edilidade tem conhecimento de que as pessoas estão a proceder à extracção de inertes, mesmo nas zonas interditadas, indicando que autarquia solicitou a colaboração da Policia Nacional para efectuar rondas no sentido de desencorajar essa prática, já que a edilidade não dispõe de outros meios. Para algumas pessoas que continuam nesta prática a difícil situação socioeconómico é que as levam a fazer a extracção de inertes em zonas de riscos para ganhar o pão, já que uma viatura (dyna) de areia é vendida por quatro mil e quinhentos escudos. As autoridades municipais manifestam-se preocupadas com a situação que já provocou duas vítimas mortais no espaço de um mês e indicam que, além do perigo que representa para a vida humana, a extracção de inertes tem impacto negativo para a natureza. No troço entre Murro e Fajazinha, as bermas de estradas estão quase todas elas ocupadas por amontoados de areia para serem comercializados, assim como nas proximidades da antiga pista do aeródromo dos Mosteiros, há muito desactivado. JR/JMV Inforpress/Fim
Leia ainda - Artigos mais recentes: