21 Julho 2019

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Fiéis celebram a festa de Nossa Senhora Socorro na Ilha Fogo

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À semelhança dos anos anteriores, esta quarta-feira é Dia Santo no Fogo, na Achada de Santo António (Praia) e na Calheta. Os devotos da Santa aglomeram-se aos milhares para assistir à missa, à procissão, e cumprirem as promessas feitas à Nossa Senhora do Socorro. No Fogo, a capela, hoje santuário da Nossa Senhora do Socorro, foi construída a mando do padre Amaro Monteiro Pereira de Rebelo em meados do século XVIII e sempre foi um santuário particular, à semelhança do que acontece em outras localidades da ilha do Fogo. A história conta que se registaram vários incêndios na capela devido às velas deixadas acesas. O último incêndio ocorreu no tempo de José Joaquim Barbosa Vasconcelos (finais de 1800). A capela seria restaurada no princípio de 1900. A construção da Capela da Nossa Senhora do Socorro está envolta em lenda. Conta-se que um pastor teria encontrado a estatueta da Santa numa escavação da rocha de António de Pina e que a teria levado para a vila (hoje cidade) de São Filipe. O pároco colocou-a no altar mas no dia seguinte o pastor foi à igreja e encontrou a estatueta atrás da porta, tendo-a recolocado de novo no altar. Três dias depois a imagem voltou ao local inicial e, segundo a lenda, a Santa teria conversado com o pastor. Reza a lenda também que à data da construção da capela, meados do século XVIII, não havia madeira na vila, mas foi encontrado numa pequena praia, próxima do local onde se ergueu o santuário, pranchas de madeira que pareciam estar talhadas para a obra. Facto que as pessoas consideraram como milagre da Nossa Senhora. Para os menos crentes, a madeira provinha de um barco que naufragou nas proximidades e a estatueta devia pertencer a um dos passageiros, já que a Nossa Senhora do Socorro é a Padroeira dos viajantes e dos náufragos. Em 1999, com a morte da última proprietária, Ana Gisela, o filho, residente nos Estados Unidos da América, vendeu o santuário aos amigos da família, os Padres Capuchinhos.
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