17 Julho 2019

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Fogo: Empresa Fogo Coffee Spirit vai exportar 11 toneladas de café comercial para os EUA

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São Filipe, 18 Jul (Inforpress) – A empresa Fogo Coffee Spirit Limitada, uma “joint venture” entre empresas holandesas e nacionais, vai exportar este ano e, pela primeira vez, 11 toneladas de café comercial para os Estados Unidos (EUA). Amarildo Baessa, responsável da empresa, disse à Inforpress que, neste momento, está-se na fase de processamento das 11 toneladas de café comercial para enviar para os EUA, através da empresa Trabocca Holanda, lembrando que a Fogo Coffee Spirit já exportou 600 quilos para um cliente em Amesterdão (Holanda). No ano passado, a empresa exportou também cerca de três toneladas para quatro clientes japoneses e oito toneladas para a Rússia, tendo recebido o pedido de um cliente da Lituânia que, no ano passado, visitou a ilha do Fogo, levou amostras e enviou dois agentes à ilha este ano para comprar todo o lote de café produzido, informou, lamentando, contudo, que o pedido que não tenha sido satisfeito. A Fogo Coffee Spirit deu início, esta semana, a uma acção de formação e capacitação de guardas das propriedades, agricultores e técnicos da empresa, com duração de 15 dias, em matéria de técnicas de poda, produção de adubos orgânicos (compostagem) e não utilização de pesticidas químicos na produção do café organizo. Amarildo Baessa considera que esta formação, que está a ser ministrada por um especialista da empresa Trabocca que trabalha no sector do café na Etiópia e na Tanzânia, constitui o primeiro passo para a certificação orgânica internacional do café da ilha do Fogo. Trata-se, como informou, de um processo que requer outros requisitos como sejam visita e inspecção das propriedades e não utilização de pesticidas químicos, razão porque esse especialista vai proceder à análise da qualidade de solo, da produção de compostagem e dialogar com os agricultores. Segundo este responsável, durante a formação, que conta com a participação de 20 pessoas de entre guardas, agricultores e técnicos da empresa, vai-se proceder a testes de quatro pesticidas orgânicos para combater eventuais pragas para determinar o seu nível de eficácia. A empresa regista, com alguma preocupação, o atraso, por parte do Ministério do Desenvolvimento Rural (MDR), desde o ano passado, da transferência da gestão de alguma propriedade do Estado na zona alta dos Mosteiros, confirmou Amarildo Baessa, anotando que, face a esta situação, ela dispõe de grande quantidade de plantas. Adiantou que são cerca de 50 mil plantas de café nos viveiros e que, caso houvesse cedência dos terrenos, a Fogo Coffee Spirit teria possibilidade de fixar directamente entre 30 a 40 mil plantas e ter um espaço com maior controlo para começar a trabalhar no processo de certificação orgânica do café. Por isso, a empresa está a equacionar vender parte das plantas a um preço simbólico, já que não poderá distribui-las, de forma gratuita, a todos os agricultores, mas apenas aos seus fornecedores em número de 52, prevendo, para o próximo ano, começar a produzir 150 mil novas plantas, que estão, neste momento, em fase de germinação, realçou. Cultivado na área montanhosa e fértil dos Mosteiros, envolto por diversos microclimas, o café do Fogo (biológico), sobretudo do Morgadio de Monte Queimado, a maior propriedade unificada de produção de café na ilha, foi premiado com a Medalha de Ouro da Exposição Colonial no Porto, em 1934, como “o melhor café do império” (português). Em 1917 e 1918, o café do Fogo conquistou os primeiros prémios numa exposição agrícola realizada na Cidade da Praia, além de ter tido uma participação na grande exposição da Índia Portuguesa, em 1954. JR/AB Inforpress/Fim
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