21 Julho 2019

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Erupção Vulcânica: SNPCB termina missão na ilha a 31 de Agosto após cerca de 10 meses no terreno

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São Filipe, 18 Jul (Inforpress) – O Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), que se encontra no Fogo desde 23 de Novembro de 2014, termina a sua missão no dia 31 de Agosto, depois de uma presença de cerca de 10 meses. O presidente do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros, Arlindo Lima, disse à Inforpress que a decisão foi comunicada ao presidente do Gabinete de Reconstrução do Fogo (GRF), que já solicitou um encontro para o dia 20 para analisar esta retirada.Segundo este responsável, na altura da erupção e numa situação de emergência, justificava a presença do SNPCB na ilha, indicando que, neste momento, não faz sentido manter a missão.O apoio que o SNPCB tem estado a dar é na distribuição das cestas básicas para os deslocados de Chã das Caldeiras na sequência da erupção vulcânica de 23 de Novembro de 2014, salientou, assegurando que tal serviço pode ser prestado pela Cruz Vermelha ou qualquer outra instituição de carácter social. Na sua opinião, o Serviço de Protecção Civil não tem mais nada a fazer na ilha, devendo sim preparar-se para a época das chuvas e para dar resposta a possíveis situações de emergência, sem esquecer que também não dispõe de quadros suficientes para se manter na ilha.“O Gabinete de Reconstrução do Fogo (GRF) deve atender a todas as questões relacionadas com a erupção vulcânica”, lembrou Arlindo Lima, observando que, apesar do seu presidente ter solicitado um encontro, a decisão está tomada e o SNPCB vai deixar a ilha a 31 de Agosto.Mensalmente, de acordo com o presidente do SNPCB, este gasta 18 mil contos com as cestas básicas aos deslocados de Chã das Caldeiras, garantidos através do orçamento do Estado e de donativos de instituições internacionais e da comunidade emigrada até 31 de Agosto.Como a população está a retornar a vida normal, as autoridades devem repensar a forma de apoiar os deslocados de Chã das Caldeiras, recomendou, para acrescentar que se deve pensar igualmente se se deve manter a distribuição da cesta básica ou encontrar outro mecanismo de apoio, que incluiria a deslocação para trabalhar em Chã das Caldeiras.Desde a erupção vulcânica de 23 de Novembro, só com atribuição de cestas básicas, já se consumiu mais de 150 mil contos, sem contar com outras despesas como renda de casa para as famílias deslocadas que estão alojadas em São Filipe, Achada Furna e Mosteiros.Reagindo às declarações do edil de Santa Catarina do Fogo, João Aqueleu Barbosa Amado, sobre o défice de autoridade na ilha, atribuindo responsabilidade ao SNPCB, Arlindo Lima afirmou que o edil deu um tiro no próprio pé. Na sua visão, quem tem poder para autorizar a construção no território municipal é a edilidade e nunca o Serviço de Protecção Civil e que, em caso de necessidade de apoio para fazer cumprir a ordem, deve-se recorrer às forças policiais.Arlindo Lima informou ainda que seguiu viagem, na sexta-feira, para a China, uma delegação constituída por 19 elementos, incluindo os cinco comandantes regionais do Serviço de Protecção Civil, um comandante dos bombeiros, o director da área de formação e gestão de riscos e outros quadros ligados à protecção civil para uma acção de formação de 20 dias sobre a redução de risco de desastre e redução de catástrofes”. JR/ABInforpress/Fim
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