30 Junho 2022

Video Notícias

  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8

São Filipe: Queima de lixo próxima da nova área residencial da cidade preocupa moradores

  • PDF
São Filipe, 15 Jul (Inforpress) – Os moradores de Achada de São Filipe e de Cutelo de Açúcar disse sentir-se incomodados com a emissão de fumarolas e o próprio cheiro resultante da  queima de lixo a escassos metros do hospital regional Fogo e Brava. A lixeira de Cutelo de Açúcar, situada nas proximidades do hospital regional Fogo e Brava e do novo bairro residencial da cidade, mas também de uma das praias do município, era para ser deslocada para uma zona não urbanizável, na primeira quinzena de Novembro de 2013, mas cerca de dois anos depois continua a funcionar no mesmo espaço. Os moradores do bairro de Achada São Filipe e da nova área urbanizável junto do hospital regional, que está a registar uma “proliferação” de construções, passam a maior parte do tempo com as portas e janelas trancadas, porque toda a fumarola e o cheiro é empurrado para estas áreas já que, normalmente, o vento sopra na direcção sul/norte. Há dois anos, uma equipa da Direcção-Geral do Ambiente (DGA) e do Instituto Nacional de Gestão dos Recursos Hídricos (INGRH) apoiou a edilidade na identificação de um novo espaço para a construção da lixeira, visando a transferência da actual lixeira que, além de incomodar os moradores, dá uma imagem negativa para o turismo. Na ocasião, os técnicos identificaram a antiga pedreira de uma das empresas de construção civil, situada nas proximidades do porto de Vale dos Cavaleiros, para a construção da lixeira municipal, tendo recomendado a edificação de taludes e sistema de impermeabilização da área, já que o espaço se encontra perto de uma linha de água subterrânea. Uma fonte do Serviço Autónomo de Saneamento e Mecânica Auto (SASMA) assegurou à Inforpress que a DGA chegou a transferir o dinheiro para a transferência da lixeira, mas que tal ainda não aconteceu porque se está a aguardar o desfecho da titularidade da propriedade, um processo que se encontra no tribunal há sensivelmente dois anos. Até que a transferência da lixeira venha acontecer o lixo, continuará a ser depositado no espaço a céu aberto de Cutelo de Açúcar, onde a queima devia ser controlada, o que não acontece, na óptica dos moradores. A lixeira de Cutelo de Açúcar chegou a ser desactivada aquando da instalação do contentor incinerador em Monte Genebra, situada a 10 quilómetros da cidade de São Filipe, mas, desde 2012, este equipamento foi desactivado e a lixeira de Cutelo de Açúcar voltou a funcionar. Só que a reabertura deveria ser por um período curto, conforme garantiram, na altura, os responsáveis autárquicos, ao contrário do que se veio a verificar, já que a infra-estrutura continua a funcionar. O empreendedor turístico que dispõe de uma unidade na praia de Nossa Senhora de Encarnação disse à Inforpress que já “bateu” em todas as portas possíveis (Saúde, Câmara, inclusive teve uma audiência com a ministra da Saúde) para pedir uma solução para o funcionamento da lixeira e a “péssima” estrada que dá acesso àquela praia. Até agora, não conseguiu nenhum resultado, indicou, salientando que já perdeu as esperanças. Para muitos operadores económicos, a resolução definitiva do problema da lixeira de São Filipe passa pela construção de um aterro sanitário único para os três municípios da ilha do Fogo, um projecto que os municípios e a Direcção-Geral do Ambiente estão a trabalhar visando a sua implementação. JR/AB Inforpress/Fim
Leia ainda - Artigos mais recentes: